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Notícia de Moda
Ceará The Body Shop amplia rede em Fortaleza A marca inaugurou quatro quiosque em Fortaleza

Por: Aline Ramos

Publicado em: 15/12/2017 15:00 Atualizado em: 15/12/2017 08:17

Os quiosque são uma nova forma da marca inglesa expandir suas franquias pelo Brasil. Foto: The Body Shop/Divulgação
Os quiosque são uma nova forma da marca inglesa expandir suas franquias pelo Brasil. Foto: The Body Shop/Divulgação
A The Body Shop, rede inglesa de cosméticos naturais, inaugurou, no início deste mês, quatro quiosques em Fortaleza, localizados nos shoppings Via Sul Shopping, Riomar Fortaleza, Riomar Kennedy e Shopping Benfica. Com as inaugurações, a marca chega a sete pontos de venda no Ceará. Desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro, os quiosques disponibilizam um mix completo de produtos com diversas linhas - faciais, corporais, para banho e fragrâncias -, além de vendedoras treinadas para oferecer consultoria aos clientes sobre o melhor produto a ser utilizado de acordo com a rotina e tipo de pele de cada pessoa. "Fortaleza é uma região de grande relevância para a The Body Shop no Brasil. Essas inaugurações mostram que temos metas de expansão promissoras para atender os consumidores locais", explica Ana Okamoto, Gerente de Expansão da The Body Shop no Brasil. A rede de franquias soma ao todo mais de 128 pontos de venda (entre quiosques e lojas) distribuídos por todo Brasil e mais de 3 mil lojas em 66 países.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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