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Notícia de Moda
Para eles Simón Carrazzone dá dicas de looks masculinos para o réveillon Materiais leves e tons pastéis estão entre as sugestões do empresário

Por: Aline Ramos

Publicado em: 22/12/2017 12:00 Atualizado em: 21/12/2017 10:00

Os espadrilles ficam ótimos com bermudas um pouco acima do joelho e também podem ser combinadas com calças de linho ou de sarja. A dica é dobrar um pouco a barra e deixá-los à mostra. Foto: Noha Shoes/Divulgação
Os espadrilles ficam ótimos com bermudas um pouco acima do joelho e também podem ser combinadas com calças de linho ou de sarja. A dica é dobrar um pouco a barra e deixá-los à mostra. Foto: Noha Shoes/Divulgação
Foi-se o tempo em que os homens escolhiam alguma roupa sem nenhum critério. Atualmente, eles estão cada vez mais vaidosos e entendendo o que devem vestir de acordo com o tipo físico e estilo pessoal. E, nas festas de final de ano, eles se preocupam tanto quanto as mulheres na hora de escolher o visual certo e fugir do óbvio.

Simón Carrazzone, à frente da Noha Shoes, marca pernambucana de acessórios masculinos, dá uma mãozinha para acertar na hora da compra. "A principal aposta são os materiais leves, como tecidos e lonas com acabamento em palha e couro, além das peças com tons mais neutros. Pra quem deseja fugir do branco, a ideia é compor looks com cores que contrastem bem, como o amarelo e o azul mais claro, que vão criar um ponto de cor na combinação. Elas vão ajudar a quebrar a monotonia do branco" explica.

Para os sapatos, Simón adianta que há uma extensa variedade e é importante acompanhar a personalidade de cada pessoa e ocasião. "Para quem vai passar a hora da virada na praia, por exemplo, uma opção são os espadrilles masculinos. Eles vem ganhando cada vez mais adeptos por se tratar de um calçado leve, confeccionado em tecido e lateral de palha trançada, o que tem tudo a ver com o clima das festas de réveillon nos balneários", opina.

O slip on é uma opção versátil e que agrega leveza à combinação, deixando mais formal mas ainda descolado para uma festa de Ano Novo. Foto: Noha Shoes/Divulgação
O slip on é uma opção versátil e que agrega leveza à combinação, deixando mais formal mas ainda descolado para uma festa de Ano Novo. Foto: Noha Shoes/Divulgação
Quem deseja um look mais despojado pode optar pelas t-shirts brancas mais apertadinhas ou as long shirts. Nos pés um chinelo ou uma sandália Birkenstock - outra tendência do verão -  em couro quebram a produção all white e dão um ar descolado.Para quem vai receber o ano novo em um lugar mais formal, cabe investir em camisas sociais e tecidos mais nobres. Calças slim são a grande tendência da moda masculina e continuam com tudo no réveillon deste ano. O ideal é que a calça tenha um corte mais apertado do joelho para baixo e uma boca mais fechada. "Por ser um modelo democrático, combina com qualquer tipo de sapato", esclarece Simón.

Todas essas dicas ganham um up quando combinadas com os acessórios certos. Já faz tempo que as pulseiras e colares deixaram de fazer parte só do universo feminino. Quem gosta de uma pegada mais minimalista pode usar só um colar e algumas pulseiras. Mas, se ousadia tem mais a ver com você, aposte num mix de pulseiras unindo modelos de couro e madeira em um visual super moderno. Deu para notar que a principal tendência para o réveillon são composições mais suaves, confortáveis e que dão espaço para o básico, mas sem abrir mão de um look carregado de estilo. Agora é só pular as sete ondas e receber 2018.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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