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Notícia de Moda
Nova coleção Santa Lolla aposta no clássico P&B e na irreverência Espadrilles, slip ons e sapatilhas ganham um ar divertido com aplicações de panda

Por: Aline Ramos

Publicado em: 07/12/2017 10:00 Atualizado em: 07/12/2017 08:29

Os preços das peças da nova coleção variam de R$ 99,90 a R$ 189,90. Foto: Santa Lolla/Divulgação
Os preços das peças da nova coleção variam de R$ 99,90 a R$ 189,90. Foto: Santa Lolla/Divulgação
O preto e branco invadiu de vez a coleção da Santa Lolla. Dessa vez, a combinação clássica de cores chega na linha P&B Fun da marca. São espadrilles, slip ons e sapatilhas com aplicações de pandas, que prometem dar um toque divertido em composições modernas e urbanas. Além dele, o vichy, padronagem xadrez hit da temporada, também aparece na linha. As clutches rrematam os looks com as palavras Fun e Party. Os modelos P&B Fun estão disponíveis nas lojas da Santa Lolla de todo Brasil. Veja mais detalhe em www.santalolla.com.br.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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