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Notícia de Moda
Luto Morre o estilista brasileiro Ocimar Versolato O fashion designer faleceu em decorrência de um acidente vascular cerebral

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 11/12/2017 08:25 Atualizado em: 11/12/2017 08:41

Versolato era venerado pelas "top models" por seus volumosos vestidos. Foto: Reprodução/Internet
Versolato era venerado pelas "top models" por seus volumosos vestidos. Foto: Reprodução/Internet
O estilista brasileiro Ocimar Versolato, que trabalhou para a Lanvin na década de 1990, faleceu aos 56 anos em São Paulo. Sua sobrinha contou à imprensa brasileira que o estilista morreu na sexta-feira (08) à tarde após um acidente vascular cerebral (AVC). Nascido em 1961 em São Bernardo do Campo, filho de italianos, Versolato foi para Paris em 1987 para seguir sua formação em Moda no Studio Berçot.

Depois de trabalhar quatro anos com Herve Leger, abriu sua própria empresa em 1993. Venerado pelas "top models" por seus volumosos vestidos, fez quatro coleções para a Lanvin em 1996 e 1997. No Brasil, brilhou com o figurino criado para o cantor Ney Matogrosso e para o filme "Tieta do Agreste", protagonizado pela atriz Sônia Braga. Seu livro "Vestido em Chamas", lançado em 2005, provocou um terremoto no mundo da moda por suas revelações, que apontaram diretamente para a modelo alemã Claudia Schiffer.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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