Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Notícia de Moda
Verão Maria.Valentina preenche as araras com looks para a estação mais quente do ano A grife apostou em peças que ofereçam um visual clean

Por: Aline Ramos

Publicado em: 13/12/2017 07:51 Atualizado em: 13/12/2017 08:01

Vestidos com modelagens fluídas são complementados com estampas tropicais. Foto: Maria.Valentina/Divulgação
Vestidos com modelagens fluídas são complementados com estampas tropicais. Foto: Maria.Valentina/Divulgação
Final de ano é sinônimo de verão, viagem e descanso. As esperadas férias, trazem dias quentes e preguiçosos, e que pedem looks confortáveis e leves. Para quem não querem deixar de lado as tendências da estação: a alfaiataria, tons claros, peças fluídas e com perfume vintage são a combinação perfeita para manter a elegância mesmo quando as temperaturas sobem.

No verão 2018, a marca mineira Maria.Valentina investiu em looks leves e descomplicados com sutis referências ao clima da Califórnia. Pantacourts e bermudas de linho são combinadas com blusas de algodão para um visual clean. Os vestidos longos e fluídos, aparecem com estampas de maxi florais e são escolhas certeiras para o verão – assim como os vestidinhos de comprimento midi. As bolsas de palha, must have da estação, aparecem com detalhes sofisticados em madeira para arrematar o look. Veja mais em: www.mariavalentina.com.br.


Entenda os riscos da escoliose para saúde
Primeira Pessoa com Bione
Sobre Vidas: Nivia e o empoderamento de mulheres no Coque
DP Auto na Tóquio Motor Show - Tudo sobre a Nissan

Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco