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Notícia de Moda
Novidade Madame Sher inaugura loja física em São Paulo Famosa por seus corsets, a grife atua há mais de dez anos no segmento e agora aposta em espaço na capital paulista

Por: Aline Ramos

Publicado em: 12/12/2017 15:00 Atualizado em:

O espaço será inaugurado no início da próxima semana. Foto: Madame Sher/Divulgação
O espaço será inaugurado no início da próxima semana. Foto: Madame Sher/Divulgação
A grife pioneira no segmento de corsets no Brasil, Madame Sher, inaugura na próxima segunda-feira (18), sua primeira loja física. Além de seu e-commerce, a marca passa a contar com atendimento e vendas direto no endereço na Rua Estela, 315, Vila Mariana, São Paulo. Segundo Leandra Rios, empresária idealizadora da marca, o objetivo é receber de forma ainda mais personalizada seu público. Na loja física, a imponente vitrine revela alguns dos modelos personalizados da Madame Sher. "São corsets desenhados e desenvolvidos como joias. Sob medida e o mais próximo possível da perfeição anatômica para cada corpo, respeitando a identidade de cada pessoa", afirma Leandra.

Madame Sher também fabrica corsets elásticos modeladores em formatos diversos e também sob medida. Sob o selo Elastique, a peça combina elementos da corseteria e tecnologia de fios mais maleáveis. "É o equilíbrio perfeito entre uma cinta modeladora e um corset. Seu efeito de compressão se dá no tecido adiposo subcutâneo. É um modelador mais potente que as cintas convencionais, porém suave para o dia a dia da mulher que não deseja modificações extremas no corpo. Ao contrario do corset tradicional, o Elastique não limita os movimentos do tronco e tem elasticidade garantindo a expansão torácica e abdominal completas, sem deixar de dar suporte à coluna e incentivar uma maior consciência corporal", finaliza Leandra.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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