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Notícia de Moda
Pop up itinerante Casa Viva ocupa shoppings no Recife até 31 de dezembro Celebrando seus quatro anos de atividade, o projeto apresenta produtos autorais e marcas criativas

Por: Aline Ramos

Publicado em: 10/12/2017 08:00 Atualizado em: 08/12/2017 15:51

A origem do material, capacitação da mão de obra e o comércio consciente são características unânimes entre os artistas que participam do projeto. Foto: Casa Viva/Divulgação
A origem do material, capacitação da mão de obra e o comércio consciente são características unânimes entre os artistas que participam do projeto. Foto: Casa Viva/Divulgação
Produtos criativos e design autoral, essa é a proposta da “Casa Viva, loja pop up itinerante”, que comemora quatro anos de atividades neste mês. E para marcar a data, o projeto apresenta sua 9ª edição nos shoppings Riomar e Plaza. Sob o comando de Vivian Lima, o coletivo traz ao público recifense cerca de 50 criadores do Brasil no setor de artes, decoração, moda, papelaria, design, acessórios, entre outros. O cuidado com a origem do material, capacitação da mão de obra e o comércio consciente são características unânimes entre os artistas que participam do projeto. “Não vendemos apenas produtos e sim ideias. A proposta é a valorização e incentivo do design autoral”, define Vivian.

Ao longo de quatro anos, a Casa Viva já apresentou ao público pernambucano mais de 70 criadores brasileiros e recebeu mais de 25 mil visitantes. A maioria das peças são produzidas em Pernambuco, mas artistas de outros estados também marcam presença como a Da Tribu, do Belém do Pará, comandada por Kátia Fonseca. Referência no setor de moda sustentável, a marca se dedica a produção orgânica que passeiam pelo reaproveitamento de papel, linha e algodão para criação de colares, brincos, anéis, pulseiras e outros adornos. Também responsável pelo setor criativo, Kátia destaca os métodos utilizados na produção, a técnica indígena ‘encauche’, uma tecnologia florestal feita a partir do látex das seringueiras.

Para cada coleção, a Da Tribu usa novas formas de organização, propostas pelos membros de uma tribo formada por mãe e filhos. “Aqui em Belém somos referência em economia criativa e nosso objetivo é criar uma moda com propósito, colocamos nas peças o conceito afetivo, nossos produtos levam um pouco da história da Amazônia, minha experiência pessoal como ensinamentos passados pela minha mãe e minha avó”, explica Kátia.
Artigos de decoração também podem ser encontrados no projeto. Foto: Casa Viva/Divulgação
Artigos de decoração também podem ser encontrados no projeto. Foto: Casa Viva/Divulgação

Nesta edição mais de 10 estados estão representados e o público pode conferir marcas especializadas em acessórios como a Trocando em Miúdos, Tout Joalheria, Ju Fonseca, Maria Duarte Joalheria Contemporânea, Bianca Leal, entre outros. Já a Ponto 21 apresenta modelos diversificados de bolsas e mochilas. A Tamarinda traz as últimas tendências de cangas, chapéus e bolsas. A Kassy Beachwear vem com sua coleção praiana composta por peças masculinas e femininas. E para os pequenos, a Firulinha chega com moda infantil.

No setor de artes e ilustrações os visitantes poderão encontrar peças de Seu Mundico, Anna Charlie, II Ilustra, Amarelices e Moscou. Na parte de ‘Casa e Decoração’ terão as marcas Uma Chuva de Amor, Rosa Flor Ateliê, Luz da Cor, Amanda Mol, Eita!, Coisar, Crânios Cabeludos, Ponto Deco, Vitalina Casa, entre outros. E para quem gosta de papelaria, haverá produtos especiais da Detail, Deloli e Patrícia Bahia. Já com artigos de cozinha e especiarias gastronômicas quem marca presença são a Sabor Vegan e a Temperia.

9ª Edição da Casa Viva
Período: até 31 de dezembro.
Local: Piso L4 do Plaza Shopping/ Piso L1 do Shopping RioMar.
Entrada: gratuita.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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