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Notícia de Moda
Verão 2018 À Deriva é a nova coleção de Adriana Restum A estilista traz um novo olhar em seu alto verão com peças mais sofisticadas e contemporâneas

Por: Aline Ramos

Publicado em: 17/12/2017 08:00 Atualizado em: 15/12/2017 07:50

A paradisíaca praia de Byron Bay na Austrália serviu de inspiração para a coleção. Foto: Thomas Tebet/Divulgação
A paradisíaca praia de Byron Bay na Austrália serviu de inspiração para a coleção. Foto: Thomas Tebet/Divulgação
Adriana Restum celebra os seis anos de sua marca com a  sua nova linha Alto Verão 2018. Sob um novo olhar da designer, agora ao lado da empresária de moda Alice Ferraz, a coleção À Deriva surge de forma mais sofisticada e contemporânea. A alfaiataria é explorada em seu máximo. As modelagens ganham novas proporções e chegam com recortes estratégicos. Os vestidos, um dos pontos alto, vêm fluidos e leves, como pede a estação mais quente e alegre do ano.

A paradisíaca praia de Byron Bay na Austrália, com suas águas cristalinas, serviu como inspiração e conceito da coleção. A modelagem ampla e os tecidos premium, como o linho e o Satin Yório com toque de seda, valorizam a liberdade e a sensualidade sutil da mulher contemporânea. "Byron é uma cidade que conquista pela sua beleza e pelo seu enredo de celebrar a vida e a liberdade. Procuramos trabalhar esse conceito hippie-chic em toda a nossa linha de Alto Verão", conta Adriana Restum, diretora criativa da marca homônima.

Camisas, tops, calças e vestidos passeiam por uma cartela de tons leves do Pantone, como o cloud dancer, o rose quartz e o amberlight, que se contrapõem a cores encorpadas como o serenity, o persimmon e o clássico medieval blue. A pitada navy se destaca de forma atemporal e pelo mix de rendas.

Para complementar, decotes ombro a ombro contracenam com saias jabour. O comprimento prevalece o queridinho do momento: o midi. As transparências, outro ponto forte da coleção, despontam de forma tênue em blusas e vestidos para deixar o closet sofisticado e elegante na medida certa.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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