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Notícia de Moda
Festa Vem Casar Comigo terá looks feitos em co-working de selos recifenses O evento será realizado hoje (28), a partir das 20h, no Catamarã

Por: Aline Ramos

Publicado em: 28/11/2017 07:09 Atualizado em: 28/11/2017 07:17

Os looks dos organizadores foram elaborados através de co-working. Foto: Vem Casar Comigo/Divulgação
Os looks dos organizadores foram elaborados através de co-working. Foto: Vem Casar Comigo/Divulgação

O projeto Vem Casar Comigo, idealizado por assessores e cerimonialistas de casamento, promove nova edição, nesta terça (28), a partir das 20h, no Catamaran. E como segue uma proposta de tema especial para cada ocasião, foca em festa em clima de pré-réveillon tendo como base “Os Quatro Elementos da Natureza” - água, ar, fogo e terra enfatizando, simultaneamente, a importância da sustentabilidade nessa aldeia global. E os looks dos organizadores foram elaborados em sintonia com todos os detalhes, através de co-working. O estilista Flávio Miranda desenvolveu a concepção enquanto que a designer Taciana Souto criou as estampas. Já a finalização, incluindo sublimagem, ficou a cargo da BZ Bizarro.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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