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Notícia de Moda
Renovação Refazenda investe nas linhas masculina e infantil Para a coleção intitulada de "O linho e a linha", a grife utilizou cores frescas e estampas orgânicas

Por: Aline Ramos

Publicado em: 07/11/2017 08:00 Atualizado em: 06/11/2017 09:41

As peças da Chico e Bento para Refazenda vestem crianças de 0 a 8 anos e poderão ser adquiridas exclusivamente na unidade do Casarão Toyolex, nas Graças, junto à Villa 7. Foto: Refazenda/Divulgação
As peças da Chico e Bento para Refazenda vestem crianças de 0 a 8 anos e poderão ser adquiridas exclusivamente na unidade do Casarão Toyolex, nas Graças, junto à Villa 7. Foto: Refazenda/Divulgação

Após 28 anos fazendo exclusivamente moda feminina, a Refazenda lança suas linhas infantil e masculina. A expansão do público da marca pernambucana dirigida pela estilista Magna Coeli e os filhos Marcos e André Queiroz, veio da chegada dos primeiros netos da família, Chico e Bento.  Intitulada de “O linho e a linha”, a coleção é inspirada na canção homônima de Gilberto Gil. “Eu precisei vestir meus netos para entender a roupa. A canção fala disso, dessa vontade. Me inspirei na vivência com as crianças para criar. Assim nasceu a Chico e Bento”, explica Magna. Para o armário masculino, a linha traz a clássica alfaiataria, feita em tecidos como o linho e o tricoline 100% algodão em modelagem 3D e apostando no frescor dos tons pasteis e nas estampas orgânicas. Já para as meninas, as peças terão elementos clássicos da marca, como o bico de bolinha e o dente de coelho – aviamentos produzidos com as sobras de tecidos dentro do próprio atelier da marca, além da renda bilro, produzida por uma cooperativa em Nívea Floresta, no Rio Grande do Norte.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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