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Notícia de Moda
Alterações Christian Dior muda seu presidente após quase 20 anos O atual diretor da Fendi substituirá Sidney Toledano

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 13/11/2017 07:46 Atualizado em:

Sidney Toledano, presidente da empresa francesa de luxo Christian Dior há quase duas décadas, deixará o cargo e será substituído pelo atual diretor-geral da Fendi, anunciou a empresa matriz de ambas, LVMH. Toledano "realizou um trabalho formidável para desenvolver esta casa excepcional que é Christian Dior Couture e fazer brilhar sua elegância e modernidade através de estilistas de grande talento", ressaltou Bernard Arnault, presidente do gigante mundial LVMH.

Toledano, de 66 anos, entrou na Christian Dior em 1993 para desenvolver os artigos de couro da marca, antes de se tornar presidente da empresa, cinco anos depois. Sob sua direção, a Dior ganhou visibilidade, particularmente com a moda masculina, graças ao sucesso das coleções de Hedi Slimane, diretor artístico entre 2000 e 2007.

Toledano decidiu também a demissão do estilista John Galliano, em 2011, após seus insultos antissemitas em um café parisiense. Toledano passará a ser membro do comitê executivo da LVMH e será substituído no início de 2018 por Pietro Beccari, de 50 anos, que antes de dirigir a Fendi trabalhou como diretor de marketing da Louis Vuitton.

O anúncio do novo diretor da Fendi será feito "em breve", disse a LVMH, que possui 70 marcas. A gigante do luxo adquiriu em abril passado a prestigiosa casa Dior por 6,5 bilhões de euros, até então uma sociedade "irmã" da LVMH. Fundada há 70 anos, a Christian Dior emprega cerca de 5.000 pessoas, e seus produtos são distribuídos quase exclusivamente em uma rede mundial de 198 lojas. Sus vendas dobraram nos últimos cinco anos. Em 2016, a direção artística das coleções de alta costura foi colocada sob o comando da estilista italiana Maria Grazia Chiuri.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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