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Verão 2018 Trocando em Miúdos apresenta "Yucatán - Um Outro México, talvez" Sob inspiração da primitiva península mexicana, marca de acessórios lança nova coleção nesta sexta-feira (01)

Por: Aline Ramos

Publicado em: 01/09/2017 13:15 Atualizado em: 01/09/2017 13:27

A coleção traz uma paleta de cores que investe em tons de azuis e verdes, passando pelo celeste, piscina, turquesa, royal translúcido e esmeralda. Foto: Trocando em Miúdos/Divulgação
A coleção traz uma paleta de cores que investe em tons de azuis e verdes, passando pelo celeste, piscina, turquesa, royal translúcido e esmeralda. Foto: Trocando em Miúdos/Divulgação

Um mergulho nos múltiplos tons de azul e verde de um México primitivo, pré-colonizado e distante de qualquer clichê é ponto de partida para “Yucatán – Um outro México, talvez”, que sob as misturas de cores e formas das imponentes ruínas das antigas civilizações conduz a coleção Verão 2018 da Trocando em Miúdos. O resultado dessa imersão criativa na ancestral península mexicana, mote para as novas peças autorais, será apresentado nesta sexta-feira (1), no esquema all day, na Casa Rosa, ateliê da marca. Das 15h às 19h, o lançamento segue no estilo happy hour, com comidinhas e drinques mexicanos, ao som da DJ Luana Lima.

“Yucatán – Um outro México, talvez” é dividida em três linhas estéticas: Refração, inspirada nas centenas de cenotes mexicanos; Hierve el agua, representando as piscinas de água verde que ficam envoltas de montanhas e céu azul claro acinzentado; e Tulum, influenciada pela ruína de povos pré-colombianos que fica na beira do mar. “Essa coleção surge da surpresa e do encontro com tantos azuis e com tantas belezas da natureza mexicana, além da riqueza cultural dos povos pré-hispânicos. Da descoberta de novos lugares, sensações e sentimentos que nos despertam, porque a força da natureza é a grande força que move a vida”, exalta Juliane Miranda, sócia da Trocando em Miúdos.

Entre as novas peças estão colares, brincos, anéis e pulseiras, com uma paleta de cores que investe em tons de azuis e verdes, passando pelo celeste, piscina, turquesa, royal translúcido e esmeralda, além dos tons neutros como bege, calcário e café e tons quentes de pêssego, coral e telha. “Todos esses tons se juntam às duas tonalidades de metal mais exploradas na coleção: ouro e prata velhos”, explica Amanda Braga, sócia da marca.

já entre os materiais, destaque para os acrílicos com texturas marmorizadas e espelhadas e para as pedras, como os espelhos d'água e corpo que lembra o céu e o mar. Novidade também nos metais, que chegam em várias versões, como cristais translúcidos e com acabamentos espelhados, chapados e ondulados em formas geométricas. “Pela primeira vez, estamos explorando pedras naturais com mais ênfase e em lapidações variadas, tais como: quartzo verde, vidro rutilado, ágata azul e pedra do sol”, destaca Amanda Braga.

Lançamento – Coleção Yucatán - Um outro México, talvez

Quando: Sexta-feira (01.09)

Onde: Casa Rosa - Rua Ferreira Lopes, 129, Casa Amarela



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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