Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Notícia de Moda
Esbanje o natural La Borsa aposta em fibras naturais para o verão Além de bolsas, a grife pernambucana de acessórios aposta em chapéus

Por: Aline Ramos

Publicado em: 27/09/2017 12:00 Atualizado em: 25/09/2017 10:23

Para conferir as novidades da loja basta acessar: www.laborsa.com.br. Foto: La Borsa/Divulgação
Para conferir as novidades da loja basta acessar: www.laborsa.com.br. Foto: La Borsa/Divulgação
A carnaúba, que é uma espécie de palmeira da região do semiárido do Nordeste serviu de matéria prima para a marca pernambucana de acessórios, La Borsa. A empresária Mariane Monteiro aposta em fibras naturais para bolsas que trarão a pegada de um verão leve e com toque sustentável, além de muitas cores alegres. O material é 100% elaborado a partir do trabalho manual em sintonia com a concepção artística de algumas comunidades de artesãos de diversos estados. A temporada do calor 2018 ganha também o reforço de chapéus para que o look seja completo.

Entenda os riscos da escoliose para saúde
Primeira Pessoa com Bione
Sobre Vidas: Nivia e o empoderamento de mulheres no Coque
DP Auto na Tóquio Motor Show - Tudo sobre a Nissan

Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco