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Notícia de Moda
Expansão Albérico Ribeiro inaugura nova loja O estilista fará o abre de seu novo espaço em Boa Viagem, na próxima quinta (14)

Por: Aline Ramos

Publicado em: 09/09/2017 07:00 Atualizado em: 08/09/2017 07:49

O fashion designer produz vestidos de alta-costura em todos os tamanhos. Foto: Albérico Ribeiro/Divulgação
O fashion designer produz vestidos de alta-costura em todos os tamanhos. Foto: Albérico Ribeiro/Divulgação

Albérico Ribeiro vai abrir sua segunda maison em Boa Viagem, na próxima quinta-feira (14). Além da loja na Avenida Conselheiro Aguiar, o estilista terá uma nova unidade na Avenida Domingos Ferreira, ao lado da Procuradoria Geral do Estado. O projeto será exclusivo para produções femininas de alta-costura para aluguel, principalmente para noivas, numa área com cerca de 750m² em três andares. Interessadas poderão encontrar centenas de vestidos produzidos em ampla variedade de detalhes (cores, rendas e modelos) e de tamanhos - inclusive plus size. O espaço também contará com araras de modelos para madrinhas e convidadas em geral.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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