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Notícia de Moda
Estética Micropigmentação: para corrigir falhas e elevar a autoestima Técnica de preenchimento caiu no gosto feminino, mas antes de se entregar a esse procedimento é necessário entender como funciona

Por: Aline Ramos

Publicado em: 25/08/2017 08:00 Atualizado em: 24/08/2017 12:03

Caso haja arrependimento ou mudança na coloração,  atualmente já é possível desfazer a micropigmentação. Arte: Greg/DP
Caso haja arrependimento ou mudança na coloração, atualmente já é possível desfazer a micropigmentação. Arte: Greg/DP
 
Quando falamos em valorizar os traços do rosto e resgatar a autoestima, logo pensamos em plástica. Mas existem técnicas, que podem ser eficientes sem ser invasivas. Há dois anos, a micropigmentação ganhou status de procedimento desejo para várias mulheres. No entanto, antes de se entregar a profissional é interessante ficar atenta as vantagens e desvantagens de fazer algo, que poderá durar em média até cinco anos.

Segundo a micropigmentadora Sandra Rocha, o procedimento é realizado para correções de falhas e serve também para realçar áreas como sobrancelha, olhos e lábios. Além da parte puramente estética, a técnica ajuda também em situações médicas para elevar a autoestima de mulheres que tiveram câncer de mama, por exemplo. “O método vem se desenvolvendo de forma grandiosa na área paramédica, dando a possibilidade de reconstruir a areolar em pessoas, que passaram por mastectomia (cirurgia de remoção da mama) e ajuda também a disfarçar cicatrizes acrômicas. Também é indicado para quem sofre com a alopecia areata, uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo. Nessa situação, pode-se aplicar técnicas de realismo para amenizar a falta dos fios”, afirma.
 
Antes e depois da micropigmentação nas sobrancelhas. Foto: H9 Instituto de Beleza/Divulgação
Antes e depois da micropigmentação nas sobrancelhas. Foto: H9 Instituto de Beleza/Divulgação
De acordo com a especialista, o pigmento é colocado na camada subcutânea da pele com o auxílio aparelhos e indutores manuais. Assim, sua permanência será temporária. A partir do 12° ao 18° mês, a coloração poderá sofrer um clareamento gradativo necessitando de uma reavaliação e, se necessário, será feito o retoque para que seu traço e cor sejam acentuados. Mas, na maioria dos casos, sua permanência na pele é de dois a cinco anos. “É importante o conhecimento da pigmentologia e colorimetria.  Pois, com o passar do tempo, se esses pigmentos não foram introduzidos na profundidade correta da pele e na cor apropriada, podem acontecer mudanças indesejadas na coloração. Fora isso, as variações climáticas e orgânicas só causam a diminuição da cor”, enfatiza.
 
Sandra explica que alguns cuidados devem ser tomados logo após a micropigmentação. São eles: não pegar sol, não frequentar sauna, piscina ou praia durante uma semana para não prejudicar a cicatrização.  Depois desse período, é só usar protetor solar para proteger a cor e garantir uma maior durabilidade. “Após 72 horas, o pigmento que ficou na epiderme será retirado da pele, fazendo com que a cor reapareça naturalmente depois de 30 dias. Só há contraindicações para fazer esse procedimento pessoas com problemas de saúde graves e que precisam de autorização médica. Para adolescentes, aconselhamos realizar após a primeira menstruação”, pontua.
 
Caso haja arrependimento ou mudança na coloração,  atualmente já é possível desfazer a micropigmentação. “Hoje existem vários métodos, um deles é o laser químico que retira em até 80% cores antigas, podendo refazer o procedimento da forma correta”. No Recife, a micropigmentação custa entre R$ 900 a R$ 1.800.
 
Micropigmentação X Maquiagem definitiva
 
Micropigmentação – O aparelho usado tem uma rotação menor que o da tatuagem, deixando o traço mais suave e é aplicado na camada subcutânea da pele.

 
Maquiagem definitiva – É um tipo de tatuagem que perfura a camada mais profunda da pele. 

Regiões onde pode-se fazer a micropigmentação

Nas sobrancelhas podem ser realizadas algumas técnicas, como a tridimensional, que provoca efeito esfumaçado no sentido do crescimento dos fios. É indicada para poucas falhas a moderada. A técnica degradê permite a união do efeito esfumaçado com a técnica de fio a fio. É indicada para quase todos os tipos de sobrancelhas. Já a técnica fio a fio reproduz um fio preenchendo falhas, dando volume e forma à sobrancelha, realizada na maioria das vezes em pessoas que possuem um volume maior de pelos. A técnica compacta consiste em fazer um traço perfeito, reproduzindo uma sobrancelha. É utilizado mais em casos em que a pessoa tem poucos pelos ou nenhum. Por fim, a técnica esfumaçada é um efeito de maquiagem, como se fosse uma sombra passada ligeiramente na sobrancelha, para dar mais cor e volume.
 
Nos olhos, a micropigmentação não é realizada na mucosa, como quando se utiliza lápis de olho. O pigmento é introduzido na linha rente aos cílios superiores e inferiores, dando um efeito de cílios mais volumosos. 
 
Nos lábios pode ser realizado um contorno para deixá-los mais assimétricos. Além disso, o preenchimento é ideal para dar cor a lábios muito claros ou aplicar a cor desejada.

>> Onde fazer em Recife?

H9 Instituto de Beleza
(81) 3974-6337.
Rua Professor Mário de Castro, 422, Recife.

Clínica Estética Sensibilité
(81) 3034-5936.
Rua Sá e Souza, 244, 1º andar, Boa Viagem.

Lashes Recife
(81) 98997-0024
Rua do Futuro, 913, loja 109, Jaqueira.

Eliane Vilarim Espaço da Sobrancelha
(81) 3466-3235
Av. Cons. Aguiar, 4880, Boa Viagem.
 
 


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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