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Notícia de Moda
Iniciativa inédita Desapeguei propõe o repasse de vestidos de noivas no Recife A feira será realizada neste sábado (05) e domingo (06) e contará com 110 modelitos que variam entre R e R mil

Por: Aline Ramos

Publicado em: 04/08/2017 14:00 Atualizado em: 04/08/2017 10:16

A proposta, que chega de forma inédita ao mercado recifense, visa encontrar novas donas para 110 vestidos. Foto: Reprodução/Pinterest
A proposta, que chega de forma inédita ao mercado recifense, visa encontrar novas donas para 110 vestidos. Foto: Reprodução/Pinterest
O vestido de noiva é sempre o acessório mais esperado em uma cerimônia de casamento independente do estilo da noiva. Com mangas, sem mangas, ombro a ombro ou alcinha, não importa. Ele chega de forma majestosa, exaltando a beleza e o romantismo do momento tão sonhado. Contudo, há mulheres que se apegam ao acessório e desejam mantê-lo para sempre. Outras preferem prezar pelas lembranças e repassar o modelito. E foi pensando nessa parcela da sociedade, que a assessora de casamentos Clarissa Cunha e os cerimonialistas Felipe Telles e Thiago Rocha, da Unique Eventos, desenvolveram o projeto Desapeguei, que ganha vida neste sábado (05) e domingo (06), na nova casa de recepções Fiordes Aurora, na Rua da Aurora, em Santo Amaro.

A proposta, que chega de forma inédita ao mercado recifense, visa encontrar novas donas para 110 vestidos, cujas concepções foram idealizadas por estilistas da cena local, nacional e internacional, dentro dos mais variados modismos e tendências. “Apostamos na feira com base em inúmeros pedidos que estávamos recebendo ano após ano. Principalmente das noivas que contaram com nosso suporte e não sabiam como realizar o repasse. Então, resolvemos dar uma força para elas, outras em geral que se inscreveram previamente, e para aquelas que estão com intenção de ter produtos de qualidade, mas gastando bem menos do que o valor original”, pontua Clarissa.

Felipe e Thiago explicam que os vestidos entregues passaram pela vistoria de equipe de costureiras para garantir a qualidade do material e para que haja a preservação das peças – caso não haja a finalização da venda. Essas mesmas costureiras, aliás, estarão no local para fornecer um suporte na hora da prova, em sintonia com time de cerimonialistas e promotoras, reiterando o estilo ideal para cada mulher, assim como quais os ajustes poderão ser desenvolvidos diante da nova noiva. “Teremos opções para todos os bolsos, que vão desde R mil até R mil. Haverá a facilidade de parcelamento em até três vezes, no crédito, e a possibilidade de pagar no débito”, reforça Felipe Telles.

Àquelas que desejam conferir as araras da feira, com decoração especial assinada por Anderson Barbosa para dar uma atmosfera especial, Thiago lembra que os valores foram propostos pelas próprias participantes e, para evitar qualquer tipo de influência ou barganha, interessadas não terão contato com as donas dos vestidos. “Todos os vestidos estarão com informações através de etiquetas sobre a composição, estilista responsável, valor e foto de corpo da noiva (proprietária) para facilitar a visualização e caimento da peça”, reforça.

Em tempo, no sábado (5), o projeto Desapeguei será das 14h às 21h. Já no domingo (6), das 14h às 20h. Haverá área de alimentação e o acesso custará R.

Desapeguei
Data:
5 e 6 de agosto
Local: Fiordes Aurora – Rua da Aurora, 1583, ao lado do Instituto Tavares Buril, Santo Amaro – Recife/PE.
Mais informações: (81) 99661-3555 / 4101-1414 / 99172-9562



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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