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Notícia de Moda
Urbano Cris Moura lança a coleção Adventure City Com modelagens que oferecem conforto, o estilista pernambucano continua investindo em formas agênero

Por: Aline Ramos

Publicado em: 23/08/2017 09:00 Atualizado em: 21/08/2017 17:07

%u201D Minha ideia era fazer uma coleção leve, com uma cara super urbana, mas que tivesse um toque de elegância e noite", detalha Cris. Foto: Cris Moura/Divulgação
%u201D Minha ideia era fazer uma coleção leve, com uma cara super urbana, mas que tivesse um toque de elegância e noite", detalha Cris. Foto: Cris Moura/Divulgação

Partindo do princípio de ocupar as ruas e dar vida a cidade, as novas peças do estilista  pernambucano Cris Moura fazem um convite para aventurar-se e viver os espaços urbanos. Intitulada de Adventure City, a coleção tem como ponto de partida, os esportes radicais e seus universos estéticos. A modelagem propõe o conforto através de shapes oversized, que possibilitam e ajudam na vivência do lifestyle multifacetado das grandes metrópoles.

Dentre os materiais utilizados, o mix de texturas e jogo de transparências ficam evidentes com o uso de diferentes tipos de tela, aviamentos e fechos utilitários. As roupas, em sua maioria, tem uma forte proposta agender (sem gênero) e usual esportiva, criando assim, uma atmosfera jovem e urbana que reforça os significados e DNA da marca, que leva o nome do fashion designer.” Minha ideia era fazer uma coleção leve, com uma cara super urbana, mas que tivesse um toque de elegância e noite. Com isso, criamos peças que servissem para a correria do cotidiano diário e para a balada”, revela Cris. Para ver mais detalhes da Adventure City basta acessar o site: crismoura.iluria.com.



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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