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Notícia de Moda
Sereias urbanas A tendência que vem do mar O sereísmo vem ganhando força em roupas, cabelo, decoração e nos acessórios

Por: Aline Ramos

Publicado em: 03/08/2017 14:00 Atualizado em: 03/08/2017 10:24

As pulseiras Concha e Estrela do Mar fazem parte da nova coleção da Simone Joias. Foto: Simone Joias/Divulgação
As pulseiras Concha e Estrela do Mar fazem parte da nova coleção da Simone Joias. Foto: Simone Joias/Divulgação

Engana-se quem pensa que sereias só existem em filmes animados ou nas lendas do folclore brasileiro.  Apesar da ascensão recente, o estilo é bem antigo e surgiu ainda nos anos 90, com os clubbers e grunges. Cantoras como Kesha e Azealia Banks foram algumas das responsáveis por trazer de volta essa tendência. Aqui no Brasil, Ísis Valverde jogou luz sobre o tema, com a sua atual personagem Ritinha, na novela A Força do Querer, que é adepta do sereísmo. Até mesmo as caudas das sereias ganharam o mercado e viraram febre.

Referências ao fundo do mar tomam conta em roupas, acessórios, cabelo e até na decoração. Fotos: Reprodução/Pinterest
Referências ao fundo do mar tomam conta em roupas, acessórios, cabelo e até na decoração. Fotos: Reprodução/Pinterest

Como o próprio nome sugere, a ideia é se apropriar de elementos do mar ou da estética de sereia, e aplicar no cotidiano, sem transformar em algo alegórico. Homens e mulheres de todo o mundo aderiram isso como estilo de vida. Na nova coleção da Simone Joias, inspirada no universo mítico do mar, as peças trazem conchas, búzios, estrelas do mar e cavalo-marinho. Os cabelos também seguem a mesma linha e aparecem em tons pastel. Já a maquiagem aposta nas sombras em tonalidades de azul, rosa, verde marinho e glitter; e no look roupas em crochê, t-shirts com desenhos que remetem a figuras marinhas e saias soltas e leves. Todos esses detalhes podem ser encontrados nas conhecidas “sereias urbanas”.

 



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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