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Notícia de Moda
Para eles Dicas de moda masculina com Simon Carrazonne O diretor e consultor de estilo da Noha fala das tendências para os homens e como usá-las

Por: Aline Ramos

Publicado em: 06/06/2017 08:53 Atualizado em: 06/06/2017 09:03

O homem não é mais o mesmo, ele está mais atento às tendências e busca novidades para se vestir com uma boa dose de estilo. A indústria da moda conseguiu captar esse desejo de consumo e investe cada vez mais em itens que permitem à ala masculina uma dose extra de personalidade nas combinações.

Na hora de compor um look casual, é importante ficar atento ao comprimento da bermuda que deve ser, em média, dois dedos acima do joelho. Esse tipo de visual pede calçados baixos, como mocassins e boat shoes, usados sem meias ou com meia invisível. Para aqueles que preferem um estilo mais social, os cintos são parte muito importante da construção visual, não somente por “segurarem a barra” das roupas, mas também por auxiliarem na composição de um look mais executivo."A depender da ocasião, nem sempre um look social precisa ser acompanhado de um sapato mais formal em couro. Para casamentos diurnos, por exemplo, mocassins em cores claras e materiais como camurça também podem ser uma ótima escolha", explica Simón Carrazzone, diretor e consultor de estilo da Noha.

As calças slim também se firmam como uma grande tendência da moda masculina. Independente do tipo de visual – despojado ou social –, o ideal é que a calça tenha um corte mais justo do joelho para baixo e uma boca mais fechada. Esse estilo combina com qualquer tipo de sapato e deixa o visual mais atual."A bainha tem um papel fundamental na composição do look. Uma dica é ajustar para que ela nunca cubra a parte de trás do sapato e deixe um pouco do tornozelo à mostra. O look fica mais elegante e atual. Uma barra no tamanho errado dá a sensação de desleixo ou que a roupa está um tamanho maior", esclarece. Já o blazer é uma peça coringa que confere sofisticação ao visual. No entanto, muita atenção a dois pontos:

1. Opte por uma modelagem mais acinturada e menos longa. De preferência, com apenas dois botões, que é um modelo menos tradicional.

2. A manga deve ir até a quebra do punho, deixando aproximadamente um dedo de tecido da camisa à mostra. Nem a mais, nem a menos.

Se antes, o arsenal de acessórios masculinos se restringia aos relógios e carteiras, hoje, pulseiras, colares, carteiras, cintos e bolsas também pode ser grandes aliados. Quer ver mais dicas do Simon Carrazzone? Assista ao vídeo!



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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