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Miss PE Miss Pernambuco será eleita nesta sexta e deve representar 'mulher real' Em cerimônia realizada nesta sexta (26), no Hotel Canarius, em Gravatá, Agreste pernambucano, 21 candidatas disputam o título

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 26/05/2017 18:48 Atualizado em: 26/05/2017 18:07

Keron Linn, coroada Miss Recife neste ano, disputa o título de Miss Pernambuco com outras 20 candidatas do Agreste, da Zona da Mata e do Sertão do estado. Foto: Paulo Paiva/DP
Keron Linn, coroada Miss Recife neste ano, disputa o título de Miss Pernambuco com outras 20 candidatas do Agreste, da Zona da Mata e do Sertão do estado. Foto: Paulo Paiva/DP

Será escolhida nesta sexta-feira (26) a nova Miss Pernambuco, entre 21 candidatas do Sertão, Zona da Mata e Agreste do estado, além do Recife e Região Metropolitana. Essa é a 62ª edição do concurso, cujos critérios deste ano prometem considerar, além da beleza, conceitos como “estilo pessoal” e “empoderamento” – iniciativa importante no segmento da moda, por incentivar a quebra de padrões.

Segundo o coordenador da disputa, Miguel Braga, a miss precisa estar pronta para o mercado de trabalho e para se envolver com projetos sociais. “Ela deixa de ser uma mulher passiva, a moça bela e ingênua, para dar lugar a uma mulher contemporânea, ativa. Uma mulher real”, explica. Todas as participantes têm entre 18 e 26 anos, com o mínimo de 1,62 m de altura.

Da periferia à coroação: a história da Miss Recife 2017

A sucessora de Tallita Martins, Miss Pernambuco eleita no ano passado, disputará o Miss Brasil no dia 26 de agosto, em São Paulo - quando será escolhida a representante nacional para o concurso de Miss Universo – e receberá, além de uma viagem internacional, R$ 10 mil. O concurso desta sexta-feira (26) será realizado no Hotel Canariu’s, em Gravatá, Agreste pernambucano - depois de sete anos, é o retorno do concurso à cidade.

Quem representa a capital do estado é a recifende Keron Linn (foto), 18 anos, moradora do Ibura, Zona Norte da cidade, cuja proposta para o reinado é incentivar o empoderamento da mulher negra de periferia. “Quero ser uma miss ativa, presente. Para isso, preciso aprofundar meus estudos sobre a cidade, a cultura local, a história do estado. São conhecimentos necessários para a função, que vai muito além da estética e requer traquejo, bagagem”, explica a jovem, há cerca de um ano ligada à agência pernambucana Fama Models.





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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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