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Professores comentam questões do último dia de provas do Enem

Publicado em: 29/11/2021 08:53

 (Foto: Colégio Núcleo / Divulgação)
Foto: Colégio Núcleo / Divulgação
O segundo e último dia do Exame Nacional do Ensino (ENEM) 2021 foi realizado na tarde deste domingo (28). Os alunos responderam a 90 questões objetivas, sendo 45 das disciplinas de Matemática e suas Tecnologias e outras 45 perguntas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (física, química e biologia). Os professores do Colégio Núcleo se reuniram para comentar as questões do exame.

Confira os comentários: 

Ciências da Natureza e suas Tecnologias 

Foram 45 questões divididas entre as disciplinas de Química, Biologia e Física. Para os professores de Química Aluísio Araújo, Bethânia Melo, Marcos Barros, Humberto Gomes e Pedro Nunes, a prova foi excelente, bem elaborada e abrangeu objetos do conhecimento importantes para as habilidades e competências exigidas. O destaque ficou com as questões relacionadas aos assuntos de eletroquímica. Já na parte de química ambiental foram contemplados temas como o tratamento de esgoto, reciclagem e fontes alternativas de energia. Também foram abordados temas como estequiometria, isomeria, reações orgânicas, radioatividade, além de ácidos e bases. 

Foram 18 questões da disciplina de Biologia nesta edição e o destaque ficou com Botânica, que estava presente em pelo menos quatro perguntas. Ecologia, fisiologia e genética também foram contempladas. “Vale chamar atenção para a questão 100 da prova amarela que aborda a evolução da relação ecológica entre o parasita e o hospedeiro. O exemplo utilizado foi a dengue e o ebola. Apesar de não ser relacionada diretamente com a Covid-19, pode ser feito uma ligação com o provável futuro da pandemia”, analisou o professor de biologia, Ricardo Lobo. Em geral, o nível de dificuldade das perguntas foi variado, mas atendeu as expectativas de professores e estudantes. 

Para o também professor de Biologia Alan Barros, o exame foi uma avaliação que premiou o estudante que se dedicou todo durante o Ensino Médio e procurou compreender relações entre os conteúdos estudados. “Um exemplo relevante nesse contexto é a questão que envolve o desastre de Mariana, em Minas Gerais, que tratou os impactos em Abrolhos. O derramamento de produtos tóxicos nas águas do Rio Doce foi abordado, exigindo do estudante uma percepção de ecossistema e dos fenômenos específicos que envolvem a problematização dos impactos antrópicos”, explicou Alan. 

Na disciplina de Física, as questões foram distribuídas com perguntas contextualizadas e com muita interdisciplinaridade. “Praticamente todos os conteúdos dentro das competências que o Exame pede foram contemplados. Temas atuais como: ilhas de calor, carro elétrico e consumo de energia foram trabalhados. Em relação às edições anteriores, a prova contemplou temas mais específicos favorecendo os estudantes que apresentaram uma dedicação ao longo do ano”, contou o professor da matéria, Isaac Soares. Também foram abordados assuntos que aparecem anualmente no Enem, como: potência elétrica, cinemática e ondulatória. 

O professor de Física, Rogério Andrade, concorda que a prova valorizou o aluno que aprendeu progressivamente durante o Ensino Médio. “As perguntas foram bem direcionadas nas habilidades e competências. A questão 128 da prova azul merece o destaque por ser uma questão atual sobre carros elétricos e tempo de recarga de suas baterias. A pergunta envolveu uma resolução ‘tradicional’ para uma problemática moderna”, finalizou. 

Matemática e suas Tecnologias 

Neste ano, as 45 questões de Matemática foram mais voltadas às necessidades do mundo moderno, em que o participante precisava tomar decisões sobre otimização, ou seja, avaliar a melhor opção, a mais rentável e a mais econômica. Também foram abordados temas técnicos, como probabilidade, combinatória e até função trigonométrica. 

Para os professores Fernando Sánchez, Valdemar Santos e Geraldo Silveira, os conteúdos mais generalistas, como estatística, razão, proporção, porcentagem, também lideraram as questões do Enem, além das análises gráficas e a interpretação de tabelas. “A presença de uma questão de geometria espacial, envolvendo tronco de cone, deve ter desafiado os que não apostavam nesse tema como um ‘item’ provável. Já a ausência de logaritmos pode ter causado alegria de uns e a tristeza dos que estavam esperando por esse assunto tão temido por tantos. A geometria analítica, que se fez presente em outras edições, também não foi abordada”, comentou o grupo. 

Segundo os educadores, as questões 136 e 147 da prova azul merecem um destaque especial por abordarem sequências lógicas envolvendo letras e números, que exigiram do candidato uma percepção de padrões e leis de formação de forma sistemática. 

De modo geral, os professores acreditam que a prova deu preferência aos temas mais relevantes do ensino básico.
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