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Para não acabar a folia, cuidado com os golpes; especialistas dão dicas de como se proteger

Período é favorável para armadilhas financeiras. Ter cautela no uso da intenet é a melhor estratégia para garantir o carnaval com alegria e bolso cheio

Publicado em: 10/02/2024 08:20 | Atualizado em: 10/02/2024 08:33

Golpes do Pix e Whatsapp estão em alta, exigindo cuidado com links duvidosos (Rafael Vieira / DP)
Golpes do Pix e Whatsapp estão em alta, exigindo cuidado com links duvidosos (Rafael Vieira / DP)

O carnaval chegou, mas nem tudo é festa. Junto com a vontade de cair na folia e aproveitar ao máximo o período de diversão, também deve estar a atenção com a segurança de dados e objetos pessoais. De acordo com especialistas, golpes financeiros estão na mira de estelionatários, que não brincam em serviço na hora de fazer novas vítimas. Seja nas ruas ou pela internet, o número de investidas costuma mais que dobrar nesta época do ano. Os cartões, sobretudo aqueles com tecnologia de pagamentos por aproximação, assim como os smartphones, figuram como principais alvos.

A criação de promoções falsas relacionadas ao carnaval integra a lista de perigo. Entre os indícios de suspeita está a oferta de descontos em produtos, serviços ou pacotes de viagem. A divulgação costuma ocorrer através de e-mails, mensagens de texto e, sobretudo, por meio das redes sociais, quase sempre ao alcance das mãos. “São canais sempre facilitadores na hora de divulgar ou comercializar os mais diversos produtos. É preciso muita cautela, pois não sabemos quem está do outro lado. Confirmar a autenticidade, tanto do perfil como das páginas que ele indica, é fundamental para que o consumidor não corra riscos”, explica Leonardo Miele, diretor da Asper, empresa especializada em cibersegurança. Segundo ele, é preciso ter prudência para não sair clicando em tudo sem pensar.

Durante o carnaval, o roubo de identidade é ampliado, aproveitando a aglomeração de pessoas em eventos para coletar informações pessoais, como carteiras, documentos ou dispositivos eletrônicos. É importante manter os pertences em locais seguros, evitar compartilhar informações desnecessárias, como a localização, além de estar atento a atividades suspeitas nas contas bancárias. É válida, ainda, a precaução com redes Wi-Fi públicas, que tornam os equipamentos mais vulneráveis a invasões. A proteção de aplicativos de movimentação de dinheiro, com senhas mais fortes, também é um instrumento apontado, além da habilitação de sistemas de bloqueio para casos de roubo. O aplicativo Celular Seguro, lançado pelo Governo Federal, é uma das opções.

Com uma maior oferta de shows e demais atividades de lazer, os olhos também precisam estar bem abertos. “Caso opte por comprar ingressos pela internet, esteja ciente de que o site é o oficial do evento ou que possui boa reputação, para evitar tanto a perda de dinheiro como também fornecimento de informações para criminosos”, reforça o head do Centro de Operações de Segurança da Asper, Anderson Laviola. Ele ressalta que o consumidor possui direitos específicos em casos de fraudes, como o estorno de compras com cartão de crédito, recuperação de valores em transações bancárias e auxílio do Procon. “A denúncia à polícia e a ação judicial também são instrumentos que podem ser acionados pelos cidadãos”, diz.

Conforme pesquisa do Serasa, apenas 33% das vítimas procuram uma delegacia para registrar Boletim de Ocorrência após cair em um golpe. Porém, somente efetivando este processo é possível realizar contestações. “Hoje em dia, os golpes do pix e do Whatsapp estão em alta. Por isso, alertamos para que as pessoas não acessem links duvidosos e que fujam de conteúdos enviados por desconhecidos que solicitem preenchimento de cadastro ou compartilhamento de dados. Também orientamos que não realizem ‘transação de teste’ com o pix e que ativem a opção ‘verificação em duas etapas’ do Whatsapp, para evitar que golpistas finjam ser os usuários daquele número”, alerta Wilde Lins, coordenador de Negócios da Sicredi Expansão.

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