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Notícia de Economia

AUXILIO

Auxílio Brasil é maior que Carteira Assinada em 12 estados.

Por: Ecio Costa

Publicado em: 25/04/2022 07:02

 (Foto: Reprodução )
Foto: Reprodução
Reflexo da pobreza, desemprego e informalidade, todos os estados estão nas regiões Norte e Nordeste, indicando alta dependência do dinheiro público e necessidade de políticas de desenvolvimento econômico regional.

O levantamento mostra que há 41 milhões de trabalhadores formais com carteira assinada, mas há um grande número de pessoas trabalhando de maneira informal, 25,9 milhões, e não leva em consideração o funcionalismo público. O número de beneficiários atingiu 18 milhões de pessoas.

Rio Grande do Norte é o único estado no Nordeste que apresenta mais empregos formais que beneficiários do Auxílio Brasil, mas numa diferença muito pequena. No Norte, Tocantins e Roraima também estão acima. São Paulo, Minas Gerais e Paraná são os 3 primeiros na outra ponta.

Antes da pandemia, 8 estados tinham mais benefícios que empregos formais. Em 2020 subiu para 10 e agora, com a inclusão de mais 2,7 milhões de famílias no Auxílio Brasil, subiu para 12. Esse é o maior percentual em relação aos trabalhadores formais até hoje na série histórica.

A pandemia levou o Governo a criar o Auxílio Emergencial, que trouxe um impacto significativo na vida das famílias e na economia dessas regiões, como indicado no estudo que desenvolvi sobre o impacto do Auxílio Emergencial no PIB dos municípios brasileiros. Em alguns municípios, o peso do Auxílio Emergencial sobre o PIB passou dos 30%. O Auxílio Brasil substituiu o Bolsa Família e vai trazer o mesmo tipo de impacto sobre as famílias e municípios mais pobres no Brasil. Mas, como pode se compreender a partir desse levantamento, o problema é muito maior.

Políticas de desenvolvimento regional são a solução para resolver essa grande disparidade regional. O Auxílio Brasil atenua no curto prazo, mas a saída precisa vir de políticas que desenvolvam o capital humano, através da educação, e as potencialidades econômicas regionais. Enquanto não se pensar em longo prazo, a dependência de programas sociais será constante.

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