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Notícia de Economia

IPCA

Inflação na RMR atinge 1,1% em setembro, maior resultado do ano

Publicado em: 08/10/2021 17:17

 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A inflação volta a assombrar o bolso do morador do Grande Recife em setembro.Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 1,1% no mês passado, levemente abaixo do resultado nacional, que foi de 1,16%, seguindo a mesma tendência de alta. O aumento dos preços foi identificado nas 16 localidades pesquisadas, e a Região Metropolitana do Recife teve a sexta menor inflação do país.

Levando em consideração o ano de 2021, a inflação da RMR ocupa a sétima posição no ranking das capitais e regiões metropolitanas pesquisadas, com 7%. A porcentagem é um pouco maior em comparação à média brasileira, de 6,9%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA do Grande Recife teve aumento de 10%, próximo ao do Brasil (10,25%).

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, transporte e habitação tiveram as maiores altas em setembro, de 3,26% e 1,99%, respectivamente. As duas categorias são as que mais vêm pressionando o IPCA ao longo do ano, por conta dos aumentos na conta de energia elétrica e no preço dos combustíveis. No mês passado, entrou em vigor a bandeira tarifária “escassez hídrica”, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. O grupo de Comunicação foi o único que apresentou queda, de 0,18%, influenciado pela redução no preço dos livros não-didáticos.

Para a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, três reajustes foram os principais responsáveis pelo aumento dos preços no grupo de habitação. “Além da implantação da bandeira de escassez hídrica, as tarifas de água e esgoto foram reajustadas em 8,07% a partir de 19 de agosto. No mesmo período, o preço do gás de botijão subiu 4,36%”. 
 
No IPCA de setembro, os produtos e serviços que tiveram maior aumento foram as passagens aéreas (36,03%) e o transporte por aplicativo (25,87%), que impactaram o grupo de transportes como um todo. Em seguida, estão os artigos de maquiagem (13,37%), a batata-doce (11,40%) e o café moído (10,19%). A taxa de água e esgoto está na sexta posição.

Por outro lado, todas as mercadorias com maior queda nos preços são do grupo de alimentos e bebidas: a cebola (-24,82%), o cheiro-verde (-16,90%) e o tomate (-12,18%). As hortaliças e verduras em geral tiveram queda de 11,01%. “Após alta de 1,78% em agosto, o grupo de alimentação e bebidas teve um aumento menos expressivo em setembro, de 0,51%. Os preços das carnes, por exemplo, que vinham pressionando a inflação, tiveram recuo de 1,58% no mês passado, um possível reflexo da queda das exportações para a China”, comenta Fernanda Estelita.

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