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RMR: Inflação avança 0,76% em maio, mas se encontra abaixo da média nacional

Publicado em: 09/06/2021 15:29

 (Foto: Agência Brasil)
Foto: Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (9), voltou a subir após dois meses consecutivos de queda e registrou alta de 0,76% na Região Metropolitana do Recife (RMR). É o segundo maior avanço do ano, atrás apenas do 0,77% marcado em fevereiro. Apesar disso, a inflação está abaixo da média nacional, de 0,83%, e foi a quinta menor entre as 16 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O segmento de habitação registrou a maior alta (3,93%), impactado diretamente pelo reajuste na energia elétrica, com a adoção da bandeira tarifária vermelha. O segundo maior reajuste ocorreu nos artigos de residência, com avanço de 1,66%. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas o de vestuário teve queda em maio (-0,26%). 

No acumulado de 2021, a RMR teve inflação de 3,18%, também a quinta menor do país. O percentual está logo abaixo da média brasileira (3,22%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA recifense teve aumento de 8,36%, desta vez superior ao do Brasil (8,06%). “Nesse mês de maio, subimos um pouco menos que o Brasil, mas no acumulado do ano estamos muito próximos”, contextualiza Fernanda Estelita, gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco. 

As demais categorias de produtos e serviços tiveram elevações menos acentuadas, abaixo de 1%. Foi o caso da saúde e cuidados pessoais (0,31%), despesas pessoais (0,28%), transportes (0,19%), alimentação e bebidas (0,19%), comunicação (0,11%) e educação (0,11%). O setor de transportes, por outro lado, é o que mais pressiona a inflação tanto no acumulado do ano quanto no acumulado dos últimos 12 meses, acompanhado pelos artigos de residência e pela habitação. 

No IPCA de maio, o serviço com maior aumento foi o transporte por aplicativo, com aumento de 15,29%, seguido pela energia elétrica residencial, cuja alta foi de 11,93%. Os produtos para a pele estão em terceiro lugar (7,23%). Na sequência, estão dois alimentos: o fígado (6,61%) e o tomate (6,51%), que completam o ranking dos cinco produtos e serviços que mais aumentaram de preço no mês passado. 

“A alta no transporte por aplicativo foi uma surpresa. Pode ter sido uma acomodação do mercado, já que tivemos algumas altas no preço dos combustíveis. Outro ítem que também que subiu foi o de artigos de residência, mas como temos uma relativa estabilidade, não há uma especulação direcionada da causa do aumento”, explica Fernanda Estelita.

A redução mais expressiva nos preços de maio ocorreu nas passagens aéreas (-28,24%), o que ajudou a reduzir o impacto dos transportes na inflação do período. “Na alimentação tivemos quedas expressivas em alguns produtos, como  a cebola (-12,98%), a melancia (-12,65%), a banana-prata (-10,45%) e a laranja-pêra (-8,18%)”, finaliza a gerente de planejamento e gestão do IBGE.

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