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Notícia de Economia

ICF

Intenção de consumo cai em Pernambuco no mês de outubro

Publicado em: 04/11/2020 13:14 | Atualizado em: 04/11/2020 14:41

Para os últimos meses deste ano, a expectativa é de melhora.  (Foto: Arquivo DP)
Para os últimos meses deste ano, a expectativa é de melhora. (Foto: Arquivo DP)
O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Pernambuco, medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu para 59,3 pontos no mês de outubro. O resultado apresenta leve queda em relação a setembro deste ano, quando foram registrados 59,6 pontos. Em outubro do ano passado, eram 85,4 pontos. O indicador é utilizado para medir a avaliação que os consumidores no estado fazem sobre aspectos importantes da condição de consumo, como a capacidade de compra, atual e de curto prazo; nível de renda doméstico; segurança no emprego e qualidade de consumo.                   

A queda em outubro foi registrada após duas altas consecutivas. Na avaliação do economista da Fecomércio-PE, Rafael Ramos, afirma que a retração é reflexo de um mercado de trabalho ainda muito deteriorado e sem condições de dar respostas mais rápidas na geração de emprego formal. Segundo ele, a queda era esperada, uma vez que a pesquisa de sondagem de opinião para o Dia das Crianças de 2020 apresentou resultado negativo. O percentual de pernambucanos que informou pretensão de comemorar a data foi minoria, apontando uma queda na intenção de consumo das famílias para o mês.

O ICF é contado entre 0 a 200 pontos, tendo 100 como uma média divisória, sendo acima um patamar positivo e abaixo, negativo. Desde 2015, o índice não atinge a linha considerada satisfatória nem na avaliação nacional nem na estadual. Rafael Ramos ressalta que, com a chegada da pandemia da Covid-19, o patamar caiu ainda mais. “A queda foi brusca, mas houve alguns atenuadores, como as ações emergenciais do governo federal. O auxílio segurou o consumo e fez com que as pessoas continuassem comprando, principalmente aquelas que estão no mercado informal e em situação de vulnerabilidade”, esclarece.

As variações mais baixas aconteceram em junho e julho, mas, para os últimos meses deste ano, a expectativa é de melhora. “O último trimestre do ano vem com uma intenção maior de consumo, impulsionada por contratações temporárias, pagamento do 13º salário e a perspectiva positiva de voltar a ter renda”, diz o economista. A variação entre setembro e outubro deste ano foi baixa, sendo considerada uma estabilidade. “Há dois fatores que podem explicar essa pequena variação para baixo: a inflação, com alta principalmente em itens essenciais, como óleo, arroz e feijão; além da diminuição em 50% do valor do auxílio emergencial”, pontua o economista da Fecomércio.
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