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Notícia de Economia

IPCA

Inflação tem a maior alta do ano na Região Metropolitana do Recife

Publicado em: 09/10/2020 17:05 | Atualizado em: 09/10/2020 17:11

Cebola, batata inglesa, alho foram os produtos que tiveram as maiores altas nos preços.   (Foto: Luiz Costa/SMCS/Divulgação)
Cebola, batata inglesa, alho foram os produtos que tiveram as maiores altas nos preços. (Foto: Luiz Costa/SMCS/Divulgação)
A inflação na Região Metropolitana do Recife (RMR) vinha em tendência de alta em julho e agosto e bateu o recorde no ano, com crescimento de 0,78% em setembro, contra 0,46% no mês anterior. O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no último mês foi, inclusive, maior do que a média nacional, que atingiu 0,64%. No Brasil, esse também foi o maior resultado do ano e, além disso, foi o maior valor para o mês de setembro desde 2003. No acumulado do ano, a RMR tem a segunda maior inflação entre as 16 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O IPCA foi de 2,78% no período, atrás apenas de Campo Grande (3,41%).

Já no acumulado dos últimos 12 meses, a representante pernambucana teve o quarto maior índice, com 3,84%. Nas duas variações acumuladas, o indicador da RMR foi maior do que a média nacional, que registrou 1,34% e 3,14%.

O grupo de Alimentos e Bebidas foi o principal responsável por puxar a inflação para cima, já que apresentou a maior alta entre os nove grupos e serviços acompanhados pelo índice. A alta foi de 2,57%, puxada pelo aumento dos leites e derivados, das carnes e do óleo de soja, com aumento de 39,33%. Esse produto também teve o maior incremento no acumulado do ano, com média de 63,64% mais caro de janeiro a setembro. Dos cinco tipos de mercadoria que mais subiram de preço, todos são alimentícios: óleos e gorduras em geral (22,89%), arroz (16,88%), queijos (12,18%), tomate (11,51%) e cenoura (10,29%). 

O segundo grupo com maior alta foi o de Artigos de residência, com 1,83%. O preço de eletroeletrônicos, como televisores (4%), videogames (3,64%), aparelhos de som (4,64%) e computadores pessoais (3,15%) puxaram a inflação do grupo para cima. Outro que também apresentou uma variação alta foi o de Despesas pessoais, com crescimento de 0,43%. Os demais que tiveram o indicador positivo foram Transportes (0,41%), Habitação (0,39%), Vestuário (0,20%) e Educação (0,04%).

Por outro lado, apenas dois dos nove grupos apresentaram queda nos preços em setembro. O de Comunicação apresentou retração de 0,14%, enquanto o de Saúde e cuidados pessoais teve variação negativa de 0,37%. Entre os produtos que tiveram as maiores quedas nos valores estão cebola (-10,68%), batata inglesa (-10,16%), alho (-7,37%), doce de frutas em pasta (-7,21%), abacaxi (-6,06%) e macarrão (-5,45%).


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