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Notícia de Economia

SEGUROS

Procura por seguros aumentou durante o isolamento social

Publicado em: 25/06/2020 08:00 | Atualizado em: 19/06/2020 23:59

Ronaldo Dalcin é presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) (Foto: Cortesia)
Ronaldo Dalcin é presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) (Foto: Cortesia)
Para a imensa maioria dos brasileiros, a pandemia foi sinônimo de ineditismo. Para todos, de insegurança. Neste cenário de incerteza quanto ao presente e futuro, a busca por um tipo específico de produto intensificou-se desde o mês de março: seguros, seja de vida, residenciais ou mesmo de riscos digitais. Prova disso é que o faturamento do mercado de seguros brasileiro totalizou R$ 81 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, revelando alta de 4,9% em comparação a este mesmo período do ano de 2019. Pernambuco ainda cresceu mais do que o país: 7,8%, no mesmo comparativo.

A busca por seguros residenciais é a que lidera em Pernambuco, tendo crescido 12% no mês de março. Isto depois do decréscimo de janeiro e fevereiro (6,2%), maior inclusive do que o acontecia no restante do país (3,6%). Uma modalidade, portanto, relativamente pouco procurada pelos consumidores, antes do isolamento social. Em todo o Brasil, considerando os meses de março, abril e maio deste ano, a busca por este tipo de proteção teve alta de mais de 30% em comparação aos mesmos meses de 2019.

De acordo com o presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), Ronaldo Dalcin, o seguro de vida é um produto que não possui um alto valor de acesso e pode ajudar a sanar a maioria dos danos comuns em casas e apartamentos. “Existe uma percepção equivocada por parte da população de que este produto pode ser caro e não caber no orçamento das famílias brasileiras”, afirma.

Os preços atuais dos seguros residenciais são, em média, de R$ 250 anuais (apartamento) e R$ 400 (casas). Alguns seguros cobrem serviços emergenciais como eletricista, encanador, chaveiro, reparos de linha branca (geladeira, fogão, máquina de lavar roupa) e marrom (televisores, aparelhos de áudio e vídeo). Embora haja limite, em alguns dos planos, quanto ao número de vezes para que se recorra a estes profissionais, há vantagens na comparação com os preços cobrados por estes serviços em empresas terceirizadas, algo em torno de R$ 50 a R$ 160 por atendimento. O importante, segundo Ronaldo, é recorrer a um corretor de seguros. “Desta forma, o cliente terá a melhor orientação sobre o produto adequado às suas necessidades, perfil, tipo de residência, estilo de vida, etc”, orienta Ronaldo.

O aumento da busca por outro tipo de seguro em Pernambuco, o de vida (7,8%) também tem sido maior do que a média nacional (4,9%), considerando o primeiro trimestre de março. Embora não seja o que apresentou maior crescimento no estado, Ronaldo afirma que, atualmente, este tem sido o produto principal de todo o mercado segurador. “Na minha companhia, por exemplo, comparando março a março deste ano com o anterior, o aumento das vendas chegou a 56%. Algumas, chegaram a ter este aumento em até mais 100%”, afirma. Ele explica que isto aconteceu por duas motivações: o próprio medo da morte e invalidez frente a uma doença desconhecida e ao fato de que, em algumas delas, há a oferta de serviços de telemedicina. “São médicos à disposição 24h por dia durante os sete dias da semana, muitas vezes com a garantia estendida aos familiares, como esposa e filhos. É, portanto, um apelo muito grande, principalmente neste momento”.  

O representante comercial Bruno Queiroz, 29, nem pensou na questão do atendimento médico ao fazer seu segundo seguro de vida. Pai de uma menina de 1 ano e quatro meses, resolveu ampliar o escopo de beneficiários, incluindo mais dois familiares além da filha e esposa. O motivo foi o receio quanto às consequências da pandemia da Covi-19. “Trabalho com vendas e não tenho salário fixo. O que faz meu salário é a quantidade de produtos que comercializo em determinado mês. Então, achei melhor aumentar o capital da família caso algo me ocorresse e também assegurar outras pessoas”, relata. Para o seguro de R$ 200 mil, Bruno paga parcelas mensais de R$ 61.

Outra procura que tem aumentando, embora sem dados mais específicos disponíveis é o de Seguros de Riscos Digitais. No Nordeste, segundo Ronaldo, essa procura já vinha aumentando em 15% devido às notícias sobre a Lei Geral de Proteção de Dados. “Não tenho números mais estratificados especificamente sobre este tipo de seguros, mas pelo que tenho conversado com o setor e pela minha própria seguradora, posso afirmou que esta procura aumentou em 30% após a pandemia”, estima. A motivação, neste caso, tem sido o aumento das comunicações profissionais e pessoais, além de compras e movimentações financeiras realizadas, em sua maioria, por meio de computadores e smartphones durante o isolamento social. Uma porta ainda mais aberta, portanto, aos ataques cibernéticos. Dentre os danos à empresa cobertos por este seguro estão custos de remediação, extorsão cibernética, além de perdas por interrupção de negócios.
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