Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Economia

DECLARAÇÃO

Para Campos Neto, novas previsões do Banco Central 'têm viés otimista'

Publicado em: 25/06/2020 13:58

 (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, admitiu que a política monetária está expansionista e as novas previsões tentam ter um “viés otimista” do ponto de vista de retomada da economia em meio à recessão provocada pela pandemia de covid-19 no país. Ele reforçou que o Comitê de Política Monetária (Copom) não está abandonando a meta de inflação de 2020 e ainda admitiu que o BC continuará reduzindo os juros, porque a conjuntura pede a continuidade dos estímulos monetários.

“Não vamos abandonar a inflação. Temos instrumentos que olhamos com ordem de prioridade. E acreditamos que a política monetária ainda tem espaço (para redução de juros)”, afirmou Campos Neto, nesta quinta-feira (26) durante a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que passou a prever queda de 6,4% no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, com inflação na casa de 2% em 2020, bem abaixo do centro da meta, de 4% no acumulado em 12 meses. 

Na semana passada, o Copom reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 2,25% ao ano, novo piso histórico. “Vamos olhar todos os instrumentos para atingir os objetivos”, complementou o ministro. 

Para o presidente do BC, a mensagem do Relatório de Inflação é que “a política monetária está estimulativa”. “A projeção atualizada tem um viés mais otimista e temos mencionado em um movimento em duas direções”, ressaltou ele, reforçando a existência de assimetria de riscos, e comparando com a previsão de retração de 9,1% do PIB brasileiro neste ano divulgada ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A previsão anterior do organismo, divulgada em abril, era de queda de 5,3%.

Na avaliação do ministro, o mês de abril o pior momento da crise econômica provocada pelo novo coronavírus, apesar de as medidas de afrouxamento da quarentena pelo país ser considerado antecipado por analistas da área da saúde, o que poderá haver uma retomada de bloqueios mais à frente. Nesse sentido, admitiu que o BC manterá a continuidade dos cortes na Selic, como informou o comunicado do Copom. “Entendemos que estamos em um sinal de melhora nos indicadores e na confiança. E a economia pede uma taxa que seja altamente estimulativa”, afirmou.

Fator medo 

Apesar de traçar uma melhora dos indicadores econômicos para os próximos meses, o Banco Central (BC) admite que o fator medo, criado pela pandemia do novo coronavírus, deve pesar por um bom tempo na economia brasileira. E esse componente pode tanto segurar o consumo das famílias, quanto exigir novos investimentos e adaptações de segurança das empresas, segundo Roberto Campos Neto. “O fator medo vai estar com a gente por algum tempo, ou até ter uma vacina ou uma cura fácil e ampla ou pelo menos até parte do ano que vem", afirmou o presidente do BC.

Campos Neto reforçou a mensagem da ata do Copom, divulgada ontem, em que destaca a necessidade da continuidade da agenda de reformas e de medidas de ajuste fiscal para que os juros continuem no patamar atual. “Se a convergência fiscal ficar desestabilizada, teremos juros diferentes do que atualmente temos hoje”, alertou.
 
Auxílio emergencial

Segundo Campos Neto, o auxílio emergencial é um dos fatores que pode permitir um tombo menor do PIB do Brasil em 2020. Ele explicou que o benefício aumentou a massa de rendimentos brasileira e disse que isso pode ajudar a estimular o consumo nos próximos meses. "Pode ter uma concentração de renda disponível, sendo um elemento incentivador de consumo", pontuou.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Rua do Bom Jesus está no topo do ranking das mais belas, diz revista americana
Destaques da semana: restaurantes vão reabrir, Bom Jesus entre as mais belas ruas e volta do futebol
10/07 Manhã na Clube com Rhaldney Santos
Itália proíbe entrada de viajantes brasileiros
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco