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Notícia de Economia

RETOMADA

Empresariado demonstra mais confiança com flexibilização da retomada

Publicado em: 23/06/2020 12:42

Apesar disso, a palavra de ordem ainda é cautela. (Foto: Fiepe / Divulgação)
Apesar disso, a palavra de ordem ainda é cautela. (Foto: Fiepe / Divulgação)



De acordo com pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), a flexibilização das medidas de isolamento social já começa a trazer mais confiança para 77% do empresariado local. O estudo foi feito com 164 negócios no período de 11 a 18 de junho. Muitos acreditam, entretanto, que ainda é cedo para falar em uma retomada acelerada.

Por ainda não haver uma medida resolutiva para a cura da Covid-19 e de recuperação para os impactos dos últimos três meses, a palavra de ordem ainda é cautela. De acordo com o gerente de Relações Industriais da FIEPE, Maurício Laranjeira, a resposta desses empresários com relação ao cenário atual significa um ponto de esperança, mas o percentual não deve ser comemorado. “Deve, sim, ser acompanhado à medida em que a conjuntura evolui”, afirma.

O levantamento também indicou percentuais sobre recursos como antecipação de férias, queda de faturamento e crédito. Do total de participantes, 60,48% optaram por antecipar as férias dos seus colaboradores, sendo a construção civil o setor que mais recorreu à alternativa (31%), seguido das indústrias de alimentos (14%) e metalúrgicas (8%). Já o faturamento, segundo eles, apresentou queda para 83,23% dos industriais. Para 46,71% dos respondentes, a retração foi acima dos 50%. Dentre os setores que registraram queda superior a 50%, destacam-se a construção civil, representando 24,7% dos impactados, seguido das indústrias de reparação de automóveis e das indústrias mecânicas, com 11,7% e 7,8%, respectivamente.

Quanto ao crédito, um dos maiores impasses para as empresas durante a pandemia, pouco mais de 46% revelou ter buscado alguma linha, sendo as dos setores da construção civil e as de alimentos as que mais solicitaram, com 22,4% e 15,8% dos respondentes.

Uma boa notícia é que o número de empresas que pretendem demitir é menor do que as que não possuem esta intenção. Do total de participantes, 66,47% disseram que não pretendem recorrer à solução, enquanto que 33,53%, acreditam que sim. “Isso pode ser porque as empresas precisaram usar todas as alternativas de socorro (como as férias, a redução de salário e de jornada com base na MP 936) no início, deixando para agora apenas as medidas mais drásticas”, afirmou Laranjeira.


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