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Pandemia

Comércio de Pernambuco tem maior queda da série histórica em abril

Publicado em: 16/06/2020 18:38

Setor apresentou queda de 16,6% na variação mensal. (Foto: Leandro de Santana/Esp. DP)
Setor apresentou queda de 16,6% na variação mensal. (Foto: Leandro de Santana/Esp. DP)

O comércio varejista de Pernambuco segue sentindo os efeitos negativos da pandemia do coronavírus. Em abril, primeiro mês completo de fechamento do comércio considerado não essencial, o setor apresentou queda de 16,6% em relação a março, o maior recuo da série histórica iniciada em janeiro de 2001. O resultado estadual foi semelhante ao apresentado no Brasil, que teve retração de 16,8%, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE. Na comparação com abril de 2019, o varejo do estado teve uma queda ainda mais acentuada, de 22,5%, enquanto a média nacional repetiu o recuo de 16,8%. Já no acumulado do ano, Pernambuco também apresentou uma variação negativa maior do que a do país, de 5,6% contra 3%. Nos últimos 12 meses, a retração estadual foi de 0,8%, enquanto o país cresceu 0,7%.

O resultado do comércio varejista ampliado de Pernambuco, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, teve uma queda ainda mais acentuada. Na variação mensal, o recuo foi de 19,3% em abril em relação a março, o mais baixo da série histórica, iniciada em janeiro de 2004. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração foi de 32,2%. No acumulado do ano, o recuo foi de 9,2%, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses a queda foi de 0,8%.

O setor de livros, jornais, revistas e papelaria foi o que teve a maior retração, chegando a 94,1% em abril quando comparado com o mesmo mês de 2019. Em março, o segmento já tinha apresentado queda de 23,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, este também é o setor que teve o maior desempenho negativo no acumulado do ano, com recuo de 26,9%, e no acumulado dos últimos 12 meses, com retração de 18,1%. O setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação também teve queda expressiva, com redução de 69,3%. Outros segmentos que apresentaram forte recuo foram tecidos, vestuário e calçados (-65,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico, como lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc (-56,8%).

As categorias que compõem as atividades consideradas como comércio varejista ampliado também tiveram uma retração acentuada na variação entre abril de 2020 e o mesmo mês de 2019. O segmento de Veículos, motocicletas, partes e peças recuou 56,1% e o de Materiais de construção teve queda de 40,3%. Por outro lado, o setor de eletrodomésticos apresentou alta de 22,3%. Hipermercados e supermercados (3,3%) e móveis e eletrodomésticos (1,4%) também tiveram variações positivas, enquanto hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou estabilidade.

País

Além de Pernambuco, todos os demais estados do país também registraram queda. Na variação entre março e abril, as 27 unidades da federação tiveram recuo, com destaque para Amapá (-33,7%), Rondônia (-21,8%) e Ceará (-20,2%). Já no comércio varejista ampliado, a queda também aconteceu nas 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-31,6%), Espírito Santo (-23,4%) e São Paulo (-23,3%).
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