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Notícia de Economia

CRÉDITO

Empresários do Nordeste pedem mais acesso ao crédito a Paulo Guedes

Publicado em: 10/04/2020 07:00

Eles apontaram dificuldades de acesso ao crédito e reivindicaram providências que possam atenuar os impactos econômicos da Covid-19. (Foto: Fiepe / Divulgação)
Eles apontaram dificuldades de acesso ao crédito e reivindicaram providências que possam atenuar os impactos econômicos da Covid-19. (Foto: Fiepe / Divulgação)
Dirigentes de federações de indústrias e empresários do Nordeste reuniram-se ontem, por videoconferência, com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Eles apontaram dificuldades de acesso ao crédito e reivindicaram providências que possam atenuar os impactos econômicos da Covid-19. Eles argumentaram, por exemplo, que determinadas exigências, por parte dos bancos, acabam por impedir o acesso ao recurso para micros e pequenos negócios. O ministro pediu que os pleitos fossem encaminhados, oficialmente, e prometeu soluções já para o início da próxima semana.

Apesar do anúncio da expansão da oferta de crédito dos bancos públicos, especialmente pelo BNB, o grupo salientou que as empresas enfrentam obstáculos como a exigência de Certidão Negativa de Débitos, Certificado de Regularidade do FGTS, declaração de RAIS Negativa, bem como ausência de registro no CADIN.  Há, ainda, a questão da falta de padronização nas exigências documentais pelos bancos públicos, para obtenção de empréstimos. “Enfrentamos o excesso de burocracia, lentidão nas análises dos pedidos e necessidade de atendimento presencial. Precisamos que tais exigências sejam suspensas pelo período de 90 dias e que sejam adotados processos mais ágeis de avaliação, como o atendimento digital por aplicativos para smartphones”, defendeu o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger.  

O ministro afirmou que a orientação dada aos bancos é facilitar ao máximo o acesso ao crédito. “Inclusive, para quem já tem a dívida, sugerimos que as entidades façam a rolagem automática nesses três meses”, destacou.  A cobrança dos empresários não se restringiu, entretanto, apenas aos públicos. Para eles, o governo deve interceder juntos aos bancos privados, que operacionalizam a distribuição do crédito com esse intuito. Essinger conta que o ministro solicitou que todos os pedidos fossem encaminhamos, por escrito e com a máxima brevidade. “Ele prometeu analisar a possibilidade de dispensar algumas dessas documentações. Acreditamos que até a próxima segunda (13) ele já comece a tomar providências oficiais junto aos bancos”, afirma. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, também presente no encontro, adiantou que, também na próxima semana, será votada a PEC-10, que aborda a dispensa da Certidão Negativa de Débito.

Além do ministro da Economia, Paulo Guedes, do presidente da FIEPE, Ricardo Essinger,  e do líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, participaram da reunião os presidentes das federações das indústrias da Paraíba, Francisco Gadelha; do Rio Grande do Norte, Amaro Sales; da Bahia, Ricardo Alban; do Piauí, José Filho; do Ceará, Ricardo Cavalcante; e os empresários de todos os estados da Região.

Situação das indústrias do Nordeste

A região conta, atualmente, com cerca de 83 mil estabelecimentos industriais, que geram 1.433.000 empregos. Em Pernambuco, são cerca de 15 mil que resultam em 286 mil ocupações. Ricardo Essinger conta que os recursos existem, mas poucas conseguem acessar. “É preciso fazer pressão junto aos bancos privados para que eles também coloquem parte do seu lucro numa operação de risco para salvar algumas destas empresas. Vamos trabalhar ao máximo para que nenhuma deles feche suas portas e ainda saiam ainda mais fortalecidas após a pandemia”, afirma.

 Ele exemplifica, dentre as que enfrentam situações mais adversas, as do setor de construção civil e as que integram o polo de confecções de Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe. “A Feira da Sulanca foi fechada e muitos dos pequenos empresários que ali atual não tem matéria-prima ou capital de giro”, detalha, contando que muitas estão se reinventando, produzindo EPIs. “É uma situação atípica e cada um está buscando sua maneira de sobreviver. Para nós, entretanto, até mesmo o contato com elas está difícil. Antes, as visitávamos sempre. Agora, muitas vezes nem conseguimos falar por telefone. Não há, portanto, como ter um dimensionamento da real situação. E, na verdade, nem adianta porque amanhã tudo pode ser diferente”, relata.

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