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Notícia de Economia

PANDEMIA

BDMG abre linha de crédito de R$ 500 milhões para fabricantes de máscaras e álcool gel

Publicado em: 16/03/2020 19:29

A pandemia de coronavírus fez crescer o consumo por produtos como máscaras e alcóol gel (Foto: Nelson Almeida/AFP)
A pandemia de coronavírus fez crescer o consumo por produtos como máscaras e alcóol gel (Foto: Nelson Almeida/AFP)
O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) anunciou, nesta segunda-feira, a criação de três linhas de crédito, totalizando R milhões, com condições especiais para empresas do setor de saúde. No momento em que acelera a disseminação do coronavírus, fabricantes de produtos de alta demanda (como máscaras, álcool gel, lenços, entre outros) poderão utilizar os recursos disponibilizados pelo BDMG para despesas com compra de matéria-prima, capital de giro, reforço de estoque, preparação de leitos, contratação de mão de obra temporária, etc.

As condições das linhas de crédito variam de acordo com o tamanho e o faturamento das empresas. Micro e pequenas, com faturamento até R,8 milhões, terão acesso a empréstimos com juros prefixados a partir de 0,83% ao mês, prazo de pagamento de até 48 meses e até seis meses de carência. Empresas com faturamento anual entre R,8 e R milhões poderão negociar taxas a partir de 0,83% ao mês, indexadas à SELIC, prazo de até 60 meses e carência de até seis meses. As empresas de médio e grande porte, com faturamento anual acima de R milhões, como os grandes laboratórios, indústrias, hospitais terão acesso prazos de até 60 meses para pagamento, carência de 18 meses e taxas de juros diferenciadas, que podem variar de acordo com o perfil da pessoa jurídica.

Benefício a outros setores
O BDMG informou que estuda a disponibilização de linhas de crédito para empresas de outros setores, localizadas em cidades que, eventualmente, sejam afetadas de maneira crítica pelo Covid-19. A instituição diz que está aberta a renegociar dívidas de Municípios e de micro e pequenas que forem prejudicadas pela pandemia.
Uso de máscaras

Após o anúncio do primeiro caso de coronavírus no Brasil, a procura por máscaras cirúrgicas disparou em Belo Horizonte. Entretanto, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam o uso de máscaras faciais apenas para pessoas que apresentam sintomas respiratórios, como tosse, espirros ou dificuldade em respirar e profissionais da saúde.

Segundo a OMS, o simples uso das máscaras não garante a proteção contra infecções e deve ser combinado com outras medidas de proteção pessoal, como lavar as mãos e evitar contato com pessoas com sintomas de contaminação.

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