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CORONAVÍRUS

Setor hoteleiro pede ajuda ao Governo Federal: "para nós, não é questão de prejuízo, é de falência"

Publicado em: 19/03/2020 11:39 | Atualizado em: 19/03/2020 12:57

 (Bruna Monteiro/D.P./D.A Press)
Bruna Monteiro/D.P./D.A Press
Com receio das consequências causadas pelo impacto do coronavírus na economia, as associações hoteleiras e de parques do Brasil, Resorts Brasil, ABIH, FOHB, FBHA, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos, demonstram preocupação com o risco de fechamento das empresas. "A Medida Provisória não nos contempla. Para nós, hoteleiros, nosso hotéis e resorts, não é questão de prejuízo, é de falência", destacou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), Manoel Linhares.
 

 

Em carta aberta ao Governo Federal, o setor ressalta que é responsável por mais de um milhão de empregos diretos e indiretos, nos setores de hotéis, parques e entretenimento e temem "não suportar o impacto financeiro caso não haja uma intervenção do governo federal para garantir a continuidade das empresas e a manutenção dos empregos de seus colaboradores".
 
“O turismo é o primeiro setor a entrar em crise e o primeiro a sair. No turismo de lazer, reservas canceladas; no de negócios, a troca por reuniões online. A hotelaria vê quartos e parques vazios e eventos cancelados e pede socorro para manter seus empregos”, diz Linhares. 

A Medida Provisória anunciada na última terça-feira (16) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não contempla o setor hoteleiro, resorts e parques, cujo percentual de cancelamentos varia entre 75% e 100%. A MP se compromete a postergar o recolhimento das tarifas de navegação aérea, adiar o pagamento das outorgas aeroportuárias sem cobrança de multas e prorrogar as obrigações de reembolso das empresas aéreas.

"A situação é caótica e, em um espaço curtíssimo de tempo, o setor de turismo estará irremediavelmente comprometido, sob pena de suprimir da economia R$ 31,3 bilhões e quatrocentos mil postos de trabalho. Ressaltamos que não se trata de prejuízo pontual e imediato, mas sim da desarticulação e falência da cadeia turística nacional que poderá causar consequências permanentes para a economia do país", divulgaram as associações em documento.
 
Linhares disse ao Diario que mais de 50% dos parques, hoje, estão fechados e mais de 90% das reservas foram canceladas ou adiadas. "Isso significa que mesmo canceladas, a gente precisa manter nosso colaborares. A situação pode ocasionar 1 milhão de desempregados nas próximas semanas e impacto em mais 50 milhões de indiretos", explicou.
 

 

Pleito

 

Na quinta-feira passada (12), o pleito do setor foi entregue ao Governo Federal e os empresários esperam uma solução em breve. "Para ontem", destacou o presidente Manoel Linhares. Preocupados com o desempregado que a baixa causará, o setor quer que o Governo Federal arque com parte dos seguros desemprego, de R$ 1.450, pelo período de três meses. Linhares estima que as empresas manterial em torno de 10% de seu quadro em atividade, para manutenção e limpeza dos empreendimentos, e 90% seria mandado pra casa com esse subsídio.

 

Segundo Linhares, os 90% correspondem a 342 mil profissionais. O Governo, então, arcaria com 70% dos seguros desemprego e o setor, 30%. "A gente reivindica para os três meses seguintes, que serão muito ruins", disse. O custo total seria de R$ 1,041 bilhão. "Isso teria que ser resolvido 'para ontem'. A gente não aguenta passar desta sexta-feira. Desde o sábado (14), não está entrando reserva".

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