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Crescimento da receita de Pernambuco no carnaval entre as mais altas do Brasil

Publicado em: 04/02/2020 08:00

Estado ocupa a quinta colocação entre os que devem ter o maior faturamento, com R$ 457,8 milhões. (Foto: Ricardo Fernandes/ Spia Photo)
Estado ocupa a quinta colocação entre os que devem ter o maior faturamento, com R$ 457,8 milhões. (Foto: Ricardo Fernandes/ Spia Photo)

Se foliões se divertem no período de carnaval por todo o Brasil, a economia também se beneficia com a folia de Momo. Neste ano, inclusive, o cenário econômico cria a expectativa de que o resultado será o mais positivo para as atividades turísticas relacionadas ao carnaval desde 2015. O faturamento deve alcançar R$ 7,99 bilhões no país, registrando um aumento real de 1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Entre os estados brasileiros, Pernambuco ocupa a quinta colocação entre os que devem ter o maior faturamento, com R$ 457,8 milhões. Mas, em contrapartida, ocupa o segundo lugar entre as maiores taxas de crescimento real de receitas, com perspectiva de alta de 3,2%.

Dois terços da movimentação financeira durante o carnaval devem ficar entre o Rio de Janeiro (R$ 2,32 bilhões), São Paulo (R$ 1,95 bilhão) e Bahia (R$ 1,13 bilhão). Ainda à frente de Pernambuco está Minas Gerais, com R$ 748,9 milhões. "Esses carnavais, como o do Rio e da Bahia, que concorre diretamente com o nosso, têm a questão do investimento privado maior do que em Pernambuco. O carnaval daqui é de rua, mais ligado à cultura, tem mais gratuidade. Então o marketing é menor do que os que têm camarotes e blocos privados. A divulgação é basicamente do setor público para atrair para o estado, enquanto os outros têm investimento privado em marketing para atrair o retorno do que ele investiu", explica Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE.

Já em termos relativos, o estado (3,2%) fica atrás apenas de São Paulo, que deve ter um crescimento real de receitas de 5,4%. "A pesquisa mostra uma perspectiva positiva em relação a anos anteriores e são três variáveis importantes. A primeira é que a própria inflação não está pressionando tanto, tirando a carne. A segunda é que o dólar caro faz com que o turista brasileiro não saia do país e torna o nosso destino mais barato para o turista estrangeiro. A terceira é que a demanda está mais confiante, o desemprego continua alto, mas está melhor do que em anos anteriores", detalha o economista. Por outro lado, o Ceará deve ser o único estado a ter queda, de 2,9%.

Setores
Entre os setores que que devem ter os maiores faturamentos estão o de alimentação fora do domicílio tais como bares e restaurantes (R$ 4,8 bilhões), as empresas de transporte de passageiros rodoviário, aéreo e de locação de veículos rodoviários (R$ 1,3 bilhão) e os serviços de hospedagem em hotéis e pousadas (R$ 861,3 milhões). "A alimentação fora do domicílio puxa o faturamento porque tem uma demanda maior pelas comidas vendidas nas ruas e nos polos e nos bares e restaurantes no período da festividade. O transporte tem a questão dos aplicativos, que tem o preço, em média, maior do que a passagem de ônibus e coloca o faturamento lá em cima. Já a hospedagem está mais ligada aos turistas", explica Rafael Ramos.

Além do aumento do faturamento dos segmentos, a demanda sazonal também reflete na contratação temporária. A expectativa para este ano é contratar 25,4 mil trabalhadores para o período entre janeiro e fevereiro, 2,8% a mais do que no carnaval de 2019, quando foram 24,7 mil contratações. O setor de serviços de alimentação deve representar cerca de 71% das oportunidades, com 18,2 mil vagas.
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