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Notícia de Economia

NeuroUp

R$ 2,5 milhões para desenvolver o bem-estar

Publicado em: 18/11/2019 15:36

Bira Maciel e Diogo Jardim, sócios da NeuroUp (Luisa Maciel/Divulgacao)
Bira Maciel e Diogo Jardim, sócios da NeuroUp (Luisa Maciel/Divulgacao)
O fundo de investimentos Criatec 3, criado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e gerado pela Inseed, em um coinvestimento com o Banco do Nordeste (BNB), fez seu primeiro aporte de capital em uma empresa nordestina. R$ 2,5 milhões serão aplicados na NeuroUp, uma startup pernambucana voltada para o bem-estar. 

A empresa foi selecionada pela Inseed pelo potencial que observaram de alcance global da NeuroUp. “A empresa conseguiu transformar um conhecimento profundo, na área de neurodinâmica,  em um produto que cuida de um problema a nível mundial: as dores crônicas”, argumentou Gustavo Junqueira, CEO da Inseed, maior gestora de Venture Capital B2B do Brasil e gestora de três fundos que juntos possuem um capital investido de R$ 485 milhões.

Passaram-se três anos desde a primeira conversa entre a Inseed e os sócios-fundadores da NeuroUp, Bira Maciel e Diego Jardim, até a gestora ter a certeza de que a startup estava madura para receber o investimento. Nascida em 2014, a empresa pernambucana desenvolve soluções de biofeedback. Traduzindo: ajudam o usuário a reduzir a tensão do corpo e atingir o relaxamento avançado. 

Em vez de máquinas cheias de fios instaladas em laboratórios modernos, a startup desenvolveu um aparelho que cabe na palma de mão e é colocado na parte do corpo na qual a pessoa tem dores crônicas ou sinta os reflexos do estresse. Os sensores captam as informações transmitidas pelo corpo, que estão conectadas ao cérebro, e chegam a um aparelho celular. A pessoa poderá saber como está seu estado e, a partir daí, desenvolver técnicas de relaxamento que, com os resultados na tela do celular, poderá ter um direcionamento concreto para melhorar o estado de saúde.

“Desde os anos 1940, Harvard desenvolveu essas técnicas. Mas são caras e estão dentro de laboratórios. Queremos democratizar isso. Fazer com que as pessoas deixem de ser reféns de remédios. É uma série de habilidades que você adquire, por isso falamos que é um treinamento e não tratamento”, conta Maciel, fisioterapeuta por formação e com mestrado em neurociência. 

Ela explica que duas habilidades são essenciais nesse aprendizado. A primeira, a postura corporal para que se chegue a um grau de relaxamento. A outra é a capacidade de de reduzir os efeitos do estresse. “E aí inteligência emocional é fundamental”, afirma Maciel.

Hoje, essa técnica é aprendida por profissionais de fisioterapia e odontologia - hoje são cerca de 120 -, que fazem o contato direto com os pacientes. Mas Jardim, formado em engenharia biomédica e com mestrado em engenharia mecânica, adianta que a dupla pretende ofertar os aparelhos diretamente ao consumidor final em um ano. Os recursos do fundo de investimento serão fundamentais nesse sentido, como também de desenvolver novos produtos para outras doenças. Segundo Maciel, em breve vão apresentar novidades nessa linha da neurociência, adiantando que será algo para minimizar os efeitos do estresse e também para o autismo. 

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