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Notícia de Economia

NOVO VALOR

IBGE revisa o crescimento do PIB de 2017 para 1,3%

Publicado em: 08/11/2019 19:52

 (Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil)
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou crescimento econômico brasileiro em 2017 para 1,3%, ao contrário dos 1,1% anteriormente divulgado em 1,1%. Assim, o valor do Produto Interno Bruto (PIB) do país naquele ano foi de R$ 6,583 trilhões.

Puxado pelos setores agropecuário e de serviços, que tiveram alta de 14,2% e 0,8%, respectivamente, o novo resultado do índice melhora o desempenho da atividade econômica em seu ritmo de recuperação. Outro destaque foi o avanço de 2,1% do consumo das famílias, após dois anos consecutivos em queda.

Os dados divulgados fazem parte da revisão rotineira do Sistema de Contas Nacionais do IBGE, que incorpora novas pesquisas do instituto e também de fontes externas. Além disso, o documento traz atualizações metodológicas que revisam os resultados das Contas Nacionais Trimestrais.

Já entre os setores que apresentaram queda, a Indústria recuou 0,5%, mantendo o resultado da divulgação anterior. A despesa de consumo final do governo também caiu 0,7%.

De acordo com o IBGE, em 2017, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou queda de 2,6%, o investimento recuou 14,6%, ficando no menor nível desde 1995.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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