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Pais millennials aceitam da realidade virtual ao coração 3D, diz estudo

Publicado em: 29/10/2019 07:41

Pesquisa da IEEE mostra que a população entre 23 e 38 anos se sente confiante quanto ao uso de tecnologias para cuidar da saúde de seus filhos (Reprodução/Pixabay)
Pesquisa da IEEE mostra que a população entre 23 e 38 anos se sente confiante quanto ao uso de tecnologias para cuidar da saúde de seus filhos (Reprodução/Pixabay)
Jovens da Geração Y, ou os millennials, poderão estar entre os principais impulsionadores do uso de diferentes tipos de tecnologia nas áreas de saúde e bem-estar. O Terceiro Estudo Global Anual "Geração AI”, divulgado pela IEEE, maior organização técnica-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade, durante a Futurecom, em São Paulo, mostra que os pais brasileiros com idade entre 23 e 38 anos são confiantes quanto ao uso de ferramentas desenvolvidas a partir da Inteligência Artificial (IA) para as crianças da Geração Alfa. A pesquisa foi feita com base nos depoimentos de 2 mil pais nessa faixa etária, com pelo menos uma criança de nove anos ou menos, nos Estados Unidos, Reino Unido, Índia, China e Brasil.

Mesmo diante de possibilidades que ainda estão em fase de pesquisa, os entrevistados se mostram confiantes. Ao todo, 75% dos pais brasileiros concordam que um coração impresso em 3D, testado e totalmente funcional, seja implantado em seus filhos no futuro, se necessário.

A aprovação aumenta no caso do uso de realidade virtual. Para 90% dos pais millennials, é preferível que os pediatras recomendem terapias com RV, em vez do uso de medicamentos para diminuir a dor das crianças.

Ainda segundo o estudo,  78% dos entrevistados estão propensos a procurar um médico que use AI para diagnosticar algum tipo de câncer, seja nos seus filhos, seja em alguém da família. Já sobre a possibilidade de robôs manipulados por IA conduzirem cirurgias, a aprovação é menor, de 69%. Porém, esse número cresceu em relação ao ano passado, quando o resultado foi de 60%.

Demanda
Artur Ziviani, tecnologista sênior do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e integrante sênior do IEEE, explica que a introdução de novas tecnologias na área da saúde será o caminho para atender a uma demanda crescente por esses serviços, que têm impactado no aumento dos custos.

“Esse é um problema mundial. Com novas tecnologias, será possível ampliar o atendimento, por exemplo, ao levar o atendimento remoto a localidades onde não há especialistas”, diz. Ziviani acredita que a IA também poderá ajudar os médicos a ordenarem os exames médicos segundo a sua gravidade e na discussão a distância com especialistas sobre diagnósticos. “São situações que permitem aliviar a carga de trabalho dos profissionais de saúde e aumentar o número de atendimentos."

Outro exemplo citado por Ziviani é o do uso de chatbots para orientação pediátrica aos pais sobre como utilizar um medicamento. As novas tecnologias poderão ser usadas, segundo o representante do IEEE, para o monitoramento da saúde da população mais velha, que poderia receber cuidados em casa. Em casos assim, um alerta seria emitido a uma unidade de saúde se houvesse alguma alteração no quadro do paciente.

Apesar dos pais millennials e de Ziviani concordarem com o avanço da tecnologia na medicina, esse é um tema polêmico. No Brasil, por exemplo, a telemedicina ainda passa por discussões. Mas, para o representante do IEEE, o uso dessas novas ferramentas será inevitável e não será razão para afastar médicos de seus pacientes, como se teme.
 
Outros destaques do estudo
A maioria dos pais (EUA: 52%; Reino Unido: 60%; Brasil: 75%; Índia: 92%; China: 94%) se "sentiria muito à vontade" em permitir que um coração impresso em 3D devidamente testado e totalmente funcional fosse implantado em seus filhos no futuro, se necessário.

» Parte dos entrevistados se sentiria "extremamente" à vontade em permitir que um coração impresso em 3D fosse implantado em seus filhos (Índia: 58%; China: 50%; Brasil: 42%), enquanto outros "não se sentiriam muito à vontade" (EUA: 48%; Reino Unido: 40%).

» Onde o acesso à saúde é melhor, a aceitação quanto ao uso de enfermeiras virtuais dotadas com IA, ao lado dos leitos, é menor. Não quando nossos filhos estiverem no hospital, dizem os pais dos EUA e do Reino Unido.

» A maioria dos pais da geração Y nos EUA (67%) e no Reino Unido (57%) não se sentiria muito à vontade em deixar seus filhos aos cuidados de uma enfermeira virtual durante a estadia hospitalar. Mas a maioria dos pais millennials na China (88%), Índia (83%) e no Brasil (61%) se sentiria muito à vontade nessa situação.
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