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Gasoduto

Muro Alto e Porto de Galinhas vão receber gás natural canalizado a partir de 2020

Publicado em: 15/10/2019 08:00 | Atualizado em: 14/10/2019 18:41

Obra será realizada em duas fases e devem ser concluídas até o primeiro semestre do próximo ano. Foto: Copergás/Divulgação

Muro Alto e Porto Galinhas passarão a receber gás natural a partir do próximo ano, quando as obras do gasoduto que levará o combustível para as localidades do Litoral Sul sejam concluídas. Com orçamento de R$ 10,3 milhões, este é o segundo maior projeto do ano da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), atrás do gasoduto Camaragibe-Carpina, avaliado em R$ 23 milhões. A tubulação que interligará os locais de Ipojuca à rede de gás natural canalizado contará com 23,2 quilômetros no total e as obras, que já tiveram início e serão divididas em duas fases, devem terminar até o final do primeiro semestre de 2020.

A primeira etapa das obras sairá do Complexo Industrial e Portuário de Suape até o bairro de Nossa Senhora do Ó, com 6,88 km de rede em aço, enquanto a segunda ligará Porto de Galinhas e Muro Alto, com uma tubulação em Polietileno de Alta Densidade (PEAD) com 16,4 km. "O movimento inicial da obra já começou faz 10 dias, com levantamento de campo e atividades no final da obra no trecho de Muro Alto e no trecho inicial, dentro da faixa de terra próxima da rodovia pedagiada da Rota do Atlântico. A previsão é terminar toda a infraestrutura entre maio e junho e, ao longo do tempo, serão feitas as ligações individuais para cada cliente", afirma Roberto Zanella, gerente de Engenharia da Copergás.

Segundo ele, as obras usarão o método não destrutivo, que busca reduzir os transtornos causados à população local. "A cada 100 metros, abre uma vala de um metro, passa o equipamento com as hastes rotativas e puxa a coluna de tubos, recolhendo as hastes. Isso minimiza o impacto no trânsito, reduz a quantidade de rsíduos e gera pouco barulho e, consequentemente, incômodo", explica.

Para viabilizar cada projeto, a Copergás entende as necessidades de cada região e a expectativa é que 80% dos perfis estão voltados para estabelecimentos comerciais, que podem ter uma economia de até 50% com a adoção do gás natural. "São os hotéis, comércio e restaurantes da região. Em Muro Alto e Porto de Galinhas, o gás canalizado traz praticidade porque o abastecimento com GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, o gás de cozinha) depende do caminhão passar pelas vias estreitas de lá e isso gera um transtorno no trânsito. Além disso, o gás natural não precisa ser armazenado dentro do estabelecimento, o que faz diferença para o comerciário, ele só vai pagar o que consumir. E o combustível não precisa focar apenas na cocção, mas pode ser levado para lavanderia, aquecimento de piscina, para gerar energia elétrica para fugir dos picos da tarifa, por exemplo. Já os clientes residenciais serão voltados para atender os condomínios que têm na região", detalhou Roberto Zanella.

Além do gás natural canalizado, a Copergás levará para a região de Porto de Galinhas o gás natural veicular (GNV) no primeiro trimestre de 2020.
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