Mercado financeiro Bolsa termina dia no vermelho mesmo com avanço da Previdência no Senado

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 01/10/2019 19:07 Atualizado em:

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O mercado financeiro experimentou mais um dia em que uma notícia positiva e amplamente aguardada desaparece na enxurrada de dados negativos sobre a economia global. No Brasil, o fator positivo foi a aprovação da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, sem que a Bolsa tivesse tido qualquer espaço para subir.

Após o aval da CCJ no começo da tarde, havia a expectativa de que o texto pudesse ser votado em primeiro turno no plenário ainda nesta terça-feira (1º), após o fechamento do mercado.

O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,66%, a 104.053 pontos, mostrando mais uma vez que o índice não tem força para deixar o intervalo de preços no qual entrou no começo de setembro. Oscila entre 103 mil e 105 mil pontos desde então.

O volume de negócios nesta terça foi de R$ 14,213 bilhões. O índice brasileiro foi fortemente pressionado pelos papéis do setor bancário, que se ressentem da queda da taxa Selic e também de um cenário de maior aversão a risco ao redor do mundo.

Foi dos Estados Unidos que veio o combo de notícias negativas, responsável por derrubar as Bolsas americanas em mais de 1%. 
A atividade industrial do país se contraiu em setembro pelo segundo mês consecutivo. Isso elevou os temores de desaceleração mais pronunciada da economia americana.

Além disso, a OMC (Organização Mundial do Comércio) reduziu de 2,6% para 1,2% projeção de crescimento do comércio global em 2019, em mais um sinal de que a guerra comercial travada pelos Estados Unidos contra a China continua a ter impactos disseminados por outros países.

Do outro lado do globo, há ainda uma crise no mercado de títulos do Japão, que teve o pior desempenho em leilão desde 2016.
No Brasil, o saldo da balança comercial de setembro registrou o pior resultado para setembro desde 2014 - um superávit de US$ 2,3 bilhões, ante déficit de US$ 946,4 milhões.

Com os números mais fracos, o Ministério da Economia prevê agora um superávit de US$ 41,8 bilhões neste ano, abaixo dos US$ 56,7 bilhões previstos anteriormente.

Esse é outro fator de pressão sobre o câmbio, que chegou a superar os R$ 4,18, mas acabou o dia com uma valorização mais modesta, a R$ 4,1630 (0,16%).

A moeda americana avançou sobre 19 das 24 principais divisas emergentes. 

A força da moeda americana, que tende a se valorizar em períodos de incerteza global, também gera ruídos nos Estados Unidos.

Trump, sob a ameaça de impeachment, voltou a bradar contra o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), afirmando que a política monetária é responsável por manter o dólar valorizado e tem tido impacto direto sobre a indústria do país.


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