Declaração Brasil tem mania de sentar em coisa pública, diz Guedes sobre privatizações

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 05/09/2019 20:44 Atualizado em:

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Durante evento na capital cearense nesta quinta-feira (5), o ministro da Economia Paulo Guedes voltou a dizer que o governo pretende acelerar as privatizações. Brincou, ainda, que pretende criar um PAV, o Programa de Aceleração de Privatizações, em alusão ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) dos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.

"Vamos levar ao TCU umas 15 empresas e tentar agilizar o processo. O setor público em 40 dias vende, quem ofereceu mais leva. No Brasil tem essa mania de sentar em coisa pública", disse Guedes.

"Qual a dúvida de privatizar os Correios? Lá nasceu o Mensalão [denúncia de compra de votos de parlamentares no governo Lula], ninguém escreve carta mais. Imagina isso disputado por gigantes", afirmou o ministro, aplaudido por diversos momentos pelos convidados, a maioria empresários da região Nordeste, durante sua palestra em Fortaleza.

Os Correios é uma das estatais passíveis de venda para o governo mais citadas pelo ministro durante participação em palestras pelo país, como fez recentemente no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.

Segundo Guedes, a venda dos Correios, por exemplo, ajudaria inclusive funcionários da empresa que não conseguiram se aposentar. "Tem 100 mil carteiros que perderam aposentadoria porque quando quebram a empresa é no fundo. A nuvem de gafanhoto passa e não deixa nada. Tem que garantir a aposentadoria dessa turma, qual o problema de vender os Correios? Tem oito caras querendo comprar".

Ele também ressaltou a importância do Pacto Federativo, projeto que será enviado ao Senado. "Temos que recuperar os orçamentos, os políticos têm que ter liberdade para usar seus investimentos. Se o prefeito quiser comprar ambulância, porque precisa, compre".

Segundo Guedes, é preciso que prefeitos e governadores assumam a responsabilidade de seus orçamentos, "em vez de pedir um dinheirinho". "Um prefeito contou que é obrigado a comprar uniformes quatro vezes por ano. E as escolas estão mais vazias, as pessoas têm menos filhos e ele é obrigado a gastar. Essa descentralização de recurso pode desembocar em uma reforma política".


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