consumo Gastos das famílias impulsionam setores do comércio e de serviço

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 30/08/2019 07:45 Atualizado em:

Catarina Loiola/Esp. CB/D.A Press
Catarina Loiola/Esp. CB/D.A Press
O consumo das famílias, que geralmente acompanha o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro por ter grande peso na atividade econômica do país, registrou crescimento de 0,3% no segundo trimestre de 2019 em relação aos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período. De 2018, a alta foi de 1,6%.

Conforme Claudia Dionísio, gerente de Contas Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desempenho dos consumidores brasileiros ainda é fraco, mas impulsionou a  leve alta dos serviços, de 0,3%, e a expansão do comércio, de 0,7%. “Os segmentos de serviços que mais tiveram crescimento foram justamente os que acompanham o consumo das famílias: alojamento, alimentação e aluguéis”, disse.

A reação, contudo, pode não se confirmar no terceiro trimestre, segundo vendedores e os próprios consumidores. Naiane Santos, 20 anos, trabalha na loja Brigadeirando e afirmou que as vendas caíram de junho para o mês atual. “Estamos vendendo menos da metade do esperado. O movimento está baixo. Até julho, as vendas estavam muito boas”, relatou. Segundo ela, o motivo da queda é que as pessoas estão evitando gastar por não ter dinheiro sobrando. “Entre abril e junho, vendemos muito bem, daí em diante o movimento caiu em tudo que é lugar. Se você perguntar para o pessoal aqui do lado, vai perceber que ninguém está vendendo”, comentou.

Recentemente desempregada e estudante de sistemas para internet no Instituto Federal de Brasília, Érica Cristine, 20, afirmou que, entre maio e junho, fez muitas compras graças ao adiantamento do 13º salário. “Porém, daqui pra frente, se continuar desempregada, não vou comprar mais nada”, disse. Moradora do Paranoá, a jovem sustentou que o aumento das compras depende do valor do produto e da renda. “Não tenho percebido movimento nos comércios locais, porque os preços estão bem altos. As pessoas só compram quando realmente precisam”, destacou.

Fernanda Melo, 36, é proprietária da loja de roupa infantil Dentinhos de Leite. Para ela, o movimento diminuiu no mês de agosto, pois as pessoas estão buscando presentes mais em conta e não estão consumindo coisas tão caras. “O pessoal está segurando o dinheiro, não está gastando com tanta frequência”, declarou. Segundo Fernanda, a expectativa é de que as vendas melhorem porque o governo está se estabilizando na questão econômica. “O mercado aqueceu em relação ao início do ano. Espero que melhore ainda mais até dezembro.”


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