nova plataforma Com novo serviço de streaming, Disney prepara lançamento de grande impacto

Por: Paula Pacheco - Correio Braziliense

Publicado em: 20/08/2019 08:21 Atualizado em:

Nova concorrente da Netflix ainda não tem data para começar no Brasil. Foto: Drew Angerer/AFP (Foto: Drew Angerer/AFP)
Nova concorrente da Netflix ainda não tem data para começar no Brasil. Foto: Drew Angerer/AFP
O canal de streaming da Walt Disney Co., o Disney+, chegará a cinco grandes mercados em uma semana. A data de lançamento é 12 de novembro e a estreia ocorrerá nos Estados Unidos, no Canadá e na Holanda, conforme noticiado pela companhia nesta segunda-feira (19/8). Na semana seguinte, a partir do dia 19, também poderão acessar os novos serviços os assinantes da Austrália e da Nova Zelândia. Além dos cinco países iniciais, a empresa espera que a Disney Plus esteja disponível em todos os principais mercados nos primeiros dois anos.

Apesar de a nova plataforma ainda não ter data de chegada nos países da América Latina, os brasileiros já podem se cadastrar em uma versão em português do site para acompanhar as novidades. Ao cadastrar o e-mail e aceitar os termos de uso, o inscrito autoriza o envio de atualizações, ofertas especiais e outras informações da Disney e de outras empresas da The Walt Disney. No entanto, não há qualquer informação sobre os planos da empresa para o mercado local.

O serviço de transmissão de vídeo Disney na Austrália e na Nova Zelândia terá preço entre US$ 6 e US$ 8 por mês. Nos Estados Unidos, o acesso vai custar US$ 6,99 apenas para o Disney e US$ 13 no pacote que inclui ESPM e Hulu – equivalente a um desconto de 28% caso cada serviço fosse comprado separadamente. Já no Canadá, a assinatura custará US$ 8,99 canadenses. Todos contaram com valores promocionais para contratos anuais.

Pacotes de filmes

Segundo a companhia, o novo canal transmitirá com exclusividade os filmes mais recentes da Disney, como Vingadores – Ultimato, Aladdin, Star wars: A ascensão de skywalker, Toy story 4, O rei leão, Malévola e Frozen 2, mas também será utilizado o acervo de filmes da companhia.

Além de bater de frente com a Netflix, a Disney terá pela frente a concorrência de outras empresas, como Apple, HBO Max, WarnerMedia, e NBCUniversal, da Comcast, que planejam lançar novos serviços.

O Disney , segundo informações da companhia, estará disponível na maioria das plataformas de dispositivos móveis e conectados à TV, como Apple, Google, Microsoft, Roku e Sony, conforme anúncio de parceria global feito nesta segunda-feira (19/8). A empresa acredita que vai expandir a oferta de assinatura para os principais mercados globais em até dois anos.

Além de anunciar a chegada a outros mercados, a partir de novembro, a companhia apresentou uma campanha nas mídias sociais da Disney envolvendo também as contas das principais marcas Disney presentes no serviço – Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic – que terão seus filmes e programas no novo streaming. Os assinantes terão acesso a conteúdos como High school musical e as 30 temporadas de Os Simpsons.

Assim como tem acontecido no Brasil, o número de assinantes de TV a cabo tem encolhido nos Estados Unidos. Com uma oferta crescente de streaming a preços mais atraentes, os consumidores não têm tido dificuldades em migrar para esse tipo de plataforma de vídeos. Os clientes dos EUA estão cada vez mais cortando o cabo na TV a cabo, mas agora precisam decidir quanto querem pagar pelas ofertas digitais.

TV por assinatura

No mercado brasileiro, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), referentes a junho e divulgados no início de agosto, há atualmente 16.709.668 domicílios com acesso à TV por assinatura, redução de 1,23 milhão (-6,86%), em 12 meses.

O Grupo Claro (Net) detém quase a metade da carteira total de assinantes. São 8.227.823 contratos, o equivalente a 49,24% do mercado. Em segundo lugar está a SKY, com 4.999.821 assinantes (29,92%), seguidos pela Oi (9,48%) e pela Vivo (8,74%).

Ainda segundo a Anatel, quase todas prestadoras de serviço de TV por assinatura apresentaram queda em suas carteiras de clientes em junho em relação ao mesmo período do ano passado, com exceção da Oi, que apresentou crescimento de 1,77% nos últimos 12 meses.


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