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Caged

Brasil cria 43.820 vagas de empregos em julho

Publicado em: 23/08/2019 10:44 | Atualizado em: 23/08/2019 11:37

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Brasil criou 43.820 vagas de emprego com carteira assinada em julho, resultado pior que o registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 47.319 postos de trabalho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério da Economia.

O dado veio abaixo do projetado pela consultoria LCA, que estimava a criação de 45.700 postos com carteira assinada em julho.

Julho é o quarto mês seguido com geração positiva de vagas de trabalho no país. No acumulado do ano, foram geradas 461.411 vagas, acima do registrado no mesmo período de 2018, quando a criação de empregos com carteira somou 448.263.

Em 12 meses, o saldo é positivo em 521.542. No mesmo período do ano anterior, o saldo foi de 286.121.

Por setores, a construção civil gerou 18.721 empregos. Serviços criou 8.948 pontos.

O saldo de geração de vagas foi positivo em todas as regiões do país -o Sul registrou o menor número de vagas criadas, com apenas 356 vagas.

Em julho, houve um saldo positivo de 5.546 vagas criadas na modalidade intermitente. Na modalidade parcial, foram gerados 740 postos.

Emprego intermitente
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram a criação líquida de 5.546 empregos com contrato intermitente em julho.

De acordo com os dados do Ministério da Economia, o emprego intermitente registrou admissão total de 12.121 trabalhadores em julho, ao mesmo tempo em que houve 6.575 demissões.

Houve ainda a abertura de outras 740 vagas pelo sistema de jornada parcial. 

As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista.

O Caged informou ainda que houve 18.984 desligamentos por acordo no mês de julho.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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