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Produção industrial em Pernambuco tem recuo maior do que a média nacional

Publicado em: 12/07/2019 14:42 | Atualizado em: 12/07/2019 14:54

Enquanto o estado registrou queda de 0,6%, a taxa nacional foi negativa em 0,2%. Foto: Ricardo Almeida / ANPr

A produção industrial em Pernambuco teve um recuo mais acentuado do que a média nacional em maio em relação a abril deste ano, na série com ajuste sazonal. Enquanto o estado registrou queda de 0,6%, a taxa nacional foi negativa em 0,2%. Dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, elaborada pelo IBGE, oito apresentaram variação negativa, sendo Pernambuco o que recuou menos entre eles. As quedas mais acentuadas foram no Espírito Santo (-2,2%), Rio Grande do Sul (-1,4%), Santa Catarina (-1,3%) e Minas Gerais (-1,0%), com Região Nordeste (-0,9%), Ceará (-0,9%), Mato Grosso (-0,7%). Em contrapartida, o Pará teve a maior alta da série histórica (59,1%) e as demais taxas positivas foram no Rio de Janeiro (8,8%), Goiás (1,6%), Amazonas (1,2%), Bahia (1,1%), Paraná (0,7%) e São Paulo (0,1%).

Quando comparado com maio de 2018, apesar de o Brasil ter registrado alta, de 7,1%, Pernambuco teve um crescimento ainda maior do que a média nacional, ficando em 13,6%. Esta foi a quinta maior taxa entre os locais analisados, ficando atrás do Paraná (27,8%), Rio Grande do Sul (19,9%), Santa Catarina (19,3%) e Goiás (13,9%). Bahia (12,3%), São Paulo (11,7%) e Ceará (11,4%) também registraram taxas positivas acima da média nacional (7,1%), enquanto Região Nordeste (6,6%), Mato Grosso (5,7%), Rio de Janeiro (5,1%) e Amazonas (3,0%) completaram o conjunto de locais em alta. O Espírito Santo registrou a maior queda, de 17,4, enquanto Minas Gerais (-2,4%) e Pará (-0,7%) tiveram as demais taxas negativas.

No acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2018, enquanto a produção industrial apresentou queda de 1,7% no Brasil, Pernambuco seguiu caminho contrário e teve alta de 1,5%. Porém, outros locais tiveram crescimento mais elevado, como Paraná (10,4%), Rio Grande do Sul (8,8%) e Santa Catarina (6,1%). As outras taxas positivas foram no Ceará (3,6%), Goiás (3,2%), São Paulo (0,5%) e Bahia (0,1%). Já a redução atingiu sete dos 15 locais, com destaque para Espírito Santo (-11,8%), Pará (-6,2%) e Minas Gerais (-4,3%). Mato Grosso (-2,7%), Amazonas (-1,8%), Rio de Janeiro (-1,5%) e Região Nordeste (-1,4%) completaram o conjunto de locais com recuo acumulado no ano.

Já quando se leva em consideração o acumulado nos últimos 12 meses, no Brasil, a taxa ficou zerada. Enquanto isso, no mesmo período, em Pernambuco, a produção industrial cresceu 3,9%.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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