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Fatia de PMEs que pretendem investir nos próximos três meses sobe para 37,3%

Publicado em: 11/07/2019 09:36

Arquivo/Agência Brasil
A fatia de micro e pequenos empresários que pretendem investir nos próximos três meses cresceu de 36,9% em maio para 37,3% em junho, de acordo com o Indicador de Demanda por Investimento do micro e pequeno empresário calculado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Esse porcentual de junho é muito parecido com a parcela que não pretende investir, de 37,2% (ante 40,8% em maio). Já os reticentes passaram de 22,3% para 25,4% no período.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o ambiente de incerteza que ainda paira faz com que os projetos de expansão e melhoria do negócio sejam colocados em segundo plano e a preocupação de grande parte dos empresários passa a ser lidar com a queda do faturamento e o aumento da inadimplência "A lenta recuperação da crise leva muitas empresas a operarem com capacidade ociosa e, em alguns casos, até à redução do quadro de funcionários. Em meio a esse ambiente, os investimentos são adiados", explica Pellizzaro Junior.

Entre os micro e pequenos empresários que pretendem realizar investimentos nos próximos três meses, a maior parte tem como finalidade aumentar as vendas (58%), além da adaptação da empresa a uma nova tecnologia (30%) e da necessidade de atender a uma demanda que aumentou (25%).

A maioria dos aportes seria usada na compra de máquinas e equipamentos (30%), seguido por ampliação de estoques (22%) e por reforma da empresa (19%).

Em relação à demanda por crédito, aqueles que não pretendem tomar crédito nos próximos três meses seguem sendo maioria (64 7%), ainda que esse porcentual seja menor que o de maio (68,5%). A fatia de empresários que planejam contratar crédito caiu de 14 2% para 11,5%, enquanto a parcela daqueles que não sabem subiu de 17,3% para 23,7%.

Segundo o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, mesmo com uma sutil melhora das condições econômicas do País, a demanda por crédito está distante de um nível ideal para induzir o crescimento econômico.

A maioria dos que não pretendem contratar crédito diz não ver necessidade (42%) ou então alega ser possível manter a empresa com recursos próprios (40%). Em seguida, aparecem os empresários que justificam devido às altas taxas de juros (25%) e o receio de não ter condições de pagar as prestações no futuro (11%).

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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