caminhoneiros Alvo de protesto de caminhoneiros, nova tabela do frete será suspensa, diz ministro

Por: Ed. de Economia

Publicado em: 22/07/2019 10:14 Atualizado em: 22/07/2019 10:21

Nesta segunda-feira (22), caminhoneiros realizaram protesto na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Nesta segunda-feira (22), caminhoneiros realizaram protesto na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil))
Nesta segunda-feira (22), caminhoneiros realizaram protesto na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou, nesta segunda-feira (22), que será suspensa a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com as regras para cálculo do piso do frete rodoviário. 

De acordo com o ministro, em declaração ao portal G1, será aberta uma nova rodada de negociação com os caminhoneiros. Há uma reunião prevista para a quarta-feira (24). 

As novas regras para o cálculo do frete mínimo geraram críticas de caminhoneiros. Nesta segunda-feira (22), caminhoneiros realizaram protestos na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, contra a tabela de fretes. O ato aconteceu nas proximidades da fábrica da Vitarella.

A resolução suspensa do frete foi publicada pela ANTT na última quinta-feira (18), após passar por consulta pública e entrou em vigor no sábado (20). A nova tabela foi criada em conjunto com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial, ligado à Universidade de São Paulo (USP). 

Mudanças

A nova resolução prevê que 11 categorias de cargas serão usadas no cálculo do frete mínimo e amplia os itens considerados no cálculo. Além da distância percorrida, o cálculo do frete mínimo também considera os seguintes critérios: tempo de carga e descarga do caminhão, custo com depreciação do veículo, remuneração do caminhoneiro, impostos, entre outros. 

A tabela de fretes foi criada em 2018 pelo governo Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros. A paralisação do ano passado bloqueou estradas e comprometeu os abastecimentos de combustível, medicamentos e alimentos em todo o Brasil. A criação de um frete mínimo era uma das reivindicações da categoria. 



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