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Amazon venderá moda e esporte no País

Com as novas seções, a empresa passa a competir em dois relevantes mercados do comércio eletrônico brasileiro

Publicado em: 22/08/2018 08:46

Foto: Reprodução/internet
Os mercados de moda e esportes são os novos alvos da gigante americana Amazon no Brasil. Atualmente, a empresa insere em sua loja 350 mil novos produtos, divididos entre as duas categorias, em mais uma fase de sua expansão no País. 

Presente no Brasil há cinco anos, a Amazon começou a diversificar sua oferta para além de livros e e-books em outubro do ano passado. Por enquanto, os produtos serão oferecidos por parceiros da empresa - a ela, caberá cuidar da intermediação entre compradores e vendedores, em um sistema conhecido no mercado como marketplace. 

Com as novas seções, a Amazon passa a competir em dois relevantes mercados do comércio eletrônico brasileiro. Juntos, moda e esportes representam 20,4% dos pedidos de compras online no País e 10% do faturamento, segundo dados da consultoria especializada Ebit/Nielsen. Sozinha, moda é a principal categoria do País, sendo responsável por 14% dos pedidos feitos pela internet no País, e 6% do faturamento. 

Marcas como Farm, Havaianas, Reserva, Penalty e Caloi fazem parte das escolhidas para estrear o site - a Amazon, no entanto, se diz aberta para receber novas empresas nos próximos meses. 

Para o lançamento, a empresa diz ainda que oferecerá até 70% de descontos nas próximas duas semanas, além de frete grátis para grandes marcas. "O desconto é uma forma de comemorar esse novo momento, mas não seremos uma plataforma de venda em liquidação", disse Otávio Alves, gerente-geral da área de moda da Amazon no Brasil. 

Com as duas novas opções, a loja brasileira da empresa passa a ter oito seções: livros, eletrônicos, videogames, casa e cozinha, ferramentas, papelaria, moda e esportes - destas, só nos livros há o modelo de venda direta, no qual é a própria Amazon que comercializa o produto para o consumidor, e não um parceiro. Além disso, ainda é pouco perto da diversidade de itens que a empresa oferece nos EUA: lá, são mais de 30 seções, incluindo beleza, brinquedos e saúde. 

Aposta

A empresa mira ainda na segmentação de produtos de moda e de esporte para atender o maior público possível. Assim, sinalizará quando a roupa ou acessório for de alta costura, de novos estilistas brasileiros, voltado para o consumidor plus size (tamanhos grandes), vegano ou artesanais, por exemplo. 

Porém, entrar na vida dos brasileiros pode ser um pouco mais difícil do que a empresa pensa. Pedro Guasti, consultor de Negócios Ebit/Nielsen, diz que a Amazon ainda não conquistou o mercado nacional como o fez em países da Europa e os Estados Unidos.

"A Amazon ainda não é a primeira empresa que os brasileiros pensam quando compram online", diz Guasti. "Ela ainda vai precisar fazer muitos investimentos para ser lembrada". 

O especialista lembra que, no Brasil, a Amazon não possui serviço de entrega próprio, o que garante a experiência pós-compra que a tornou famosa em outros países. Guasti acredita ainda que a empresa deve anunciar ainda mais novidades em breve. "A Amazon pensa a longo prazo. Ela não tem pressa, mas é muito estratégica", diz.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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