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Validade do concurso dos auditores fiscais do Estado vai até este sábado

De acordo com a SAD, o Governo do Estado nomeou 53 concursados, 100% além da quantidade prevista no edital (25)

Publicado: 16/12/2016 às 17:06

Depois de repercussão durante a semana sobre o prazo de validade do concurso público para o cargo de auditor fiscal do Tesouro Estadual, a Secretaria de Administração do Estado de Pernambuco (SAD) se manifestou, por meio de nota, e informou que a validade não será prorrogada e vai expirar neste sábado.

O concurso foi convocado por edital de 1º de julho de 2014 e homologado em 17 de dezembro de 2014. De acordo com a SAD, o Governo do Estado nomeou 53 concursados, 100% além da quantidade prevista no edital (25). O Governo também informou que realizará novo concurso quando necessário.

A repercussão se deu, durante esta semana, na internet. As redes sociais foram palco de manifestações contrárias à manutenção desta validade do concurso público da auditoria fiscal do Estado.

Na última terça-feira, a deputada estadual Priscila Krause (DEM) defendeu a prorrogação da validade do processo seletivo por mais dois anos. "Possibilitaria, em caso de arrumação das contas, expectativa de todos nós, rápida nomeação para centenas de cargos vagos que compõem a Sefaz (Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco)", publicou a política em sua página na rede social Facebook. "Antes desse, o último concurso para auditor ocorreu em 1993", recordou.



Na quarta, o também deputado estadual Álvaro Porto (PSD) expôs que "um levantamento realizado no Portal da Transparência do Estado, em novembro, revelou que 371 cargos de um total de 1.361 integrantes da carreira estão vagos".

O parlamentar defende que a nomeação dos aprovados, além de preencher essas vagas, aumentaria a arrecadação do Estado.



Segundo Marcela Nogueira, a prorrogação não geraria despesas aos cofres públicos.

"Com uma simples portaria publicada no DOE (Diário Oficial do Estado), o governo fica com um cadastro de reservas por mais dois anos, para contratar em casos de necessidade, sem obrigação alguma", argumentou, reforçando que eventuais convocações descartariam gastos com novos concursos públicos e economizariam tempo.

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