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Economia
Estudo

Jovens influenciam as compras dos pais, aponta pesquisa

A crise econômica é um fator que desmotiva o jovem: 32% pensam muito antes de resolver desembolsar algum dinheiro e têm consciência das dificuldades que a família enfrenta

Publicado: 13/10/2015 às 07:40

Uma análise feita com jovens entre 18 e 29 anos mostra que essa geração tem grande potencial de compra. Por serem muito bem informados, influenciam no consumo dos pais. A inflação e o dólar nas alturas, no entanto, têm freado o impulso de consumo. Segundo Ricardo Buckup, sócio-fundador da empresa B2, responsável pela pesquisa Radar Jovem 2015, os jovens estão cada vez mais abertos às novidades do mercado e possuem mais acesso à informação. E, apesar de grande parte ter consciência sobre a situação econômica do país, a disposição a gastos por impulso é maior.

A pesquisa aponta que a crise econômica enfrentada pelo país é um fator que desmotiva o jovem: 32% pensam muito antes de resolver desembolsar algum dinheiro e têm consciência das dificuldades que a família enfrenta. Matheus Azevedo, 18 anos, é estudante e está consciente da atual situação do país e do reflexo em sua família. “Os preços estão aumentando, até mesmo o das coisas mais básicas. Eu não consigo gastar a mesma quantia nas coisas que compro sempre, logo preciso economizar mais dinheiro mensalmente. Comecei a administrar o meu dinheiro. Estabeleço metas e faço planilhas para saber quanto posso gastar por mês”, afirma.

Em um mundo com informações mais acessíveis e maiores possibilidades de escolha, a fidelização à marca é um desafio para muitas empresas. Entretanto, 43% dos jovens dizem ter medo de trocar as marcas de eletrônicos. “Apesar de ser muito caro, eu sou completamente fiel à marca do meu smartphone, porque eu nunca me decepcionei e não costumo trocar o certo pelo duvidoso”, afirma o estudante Álvaro Quadrado, 23 anos.

Parcelamento
Metade dos jovens brasileiros usa o débito como forma de pagamento. Somente 16% deles costuma parcelar as compras. Segundo o educador financeiro e fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, isso é em função de uma evolução da educação financeira. “Muitos jovens ouvem histórias ruins sobre o endividamento e não querem repetir esse padrão, que, muitas vezes, vem dos próprios pais”, afirma. A estudante Gabrielli Nicolau, 19 anos, diz que evita se prender a pagamentos parcelados porque impedem novas compras. “Eu prefiro pagar à vista quando tenho dinheiro suficiente para não me enrolar com as parcelas. Quando eu parcelo, não é por muitos meses porque acho que acabo me prendendo a isso”, avalia.
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